Sessão especial em homenagem à Mãe Stella de Oxóssi

Acontece no dia 2 de maio, quinta-feira, às 18 horas, na sede da Academia de Letras da Bahia, bairro de Nazaré, uma sessão especial em homenagem póstuma à acadêmica Maria Stella de Azevedo dos Santos, Mãe Stella de Oxóssi (1925-2018), tendo como oradora a também acadêmica Yeda Pessoa de Castro.

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Academia de Letras propõe debate sobre a educação no país

A Academia de Letras da Bahia realiza no dia 24 de abril, das 14h às 18h, na sua sede, no bairro de Nazaré, o encontro “Uma Nova Educação par o Brasil”, cujo objetivo é propor medidas para melhorar a educação brasileira. A iniciativa é uma realização conjunta com a Academia de Ciências da Bahia, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, a Associação Baiana de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil/Bahia, a Academia de Letras Jurídicas, a Federação das Indústrias, a Federação do Comércio, a Academia de Letras e Artes de Salvador, o Grupo Kirimure e o Programa Saúde no Ar.

Uma nova educação para o Brasil – Artigo de Joaci Góes

Ponto de vista

Uma nova educação para o Brasil

Joaci Góes

Ao eminente amigo, confrade e Reitor da UFBA, João Carlos Salles!

 Diante da expectativa favorável da aprovação das reformas penal e previdenciária, em curso no Congresso Nacional, indispensável à moralização do País e à sua organização econômico-financeira, apesar dos arreganhos da turma do toma-lá-dá-cá e dos que consideram o quanto pior melhor, desde que retornem ao poder, o momentoso tema da educação ganha, agora, a atenção que merece, desgraçadamente, no caso, pelas homéricas caneladas do recentemente exonerado Ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Boa sorte ao novo titular Abraham Weintraub!

O último Painel, que a GloboNews apresenta às noites de sábado, trouxe a opinião de três especialistas em educação que, no geral, propuseram um pouco melhor do mesmo, sem apontarem, no entanto, para alterações estruturais no comprovadamente ineficaz sistema que cuida do setor de maior importância para o futuro próximo e remoto da sociedade brasileira. De positivo, os aludidos especialistas concluíram que o péssimo estágio em que se encontra a educação brasileira constitui uma tragédia nacional. De fato, salta aos olhos que os grandes problemas brasileiros derivam, em última análise, de nosso deficiente e desigual sistema educacional. De tal modo o conhecimento se impõe como a força modeladora da grandeza das pessoas, das empresas e dos povos, que a velha distinção entre ricos e pobres cede lugar à nova que distingue entre os mais e os menos educados, tamanha a relação linear crescente entre conhecimento, riqueza e poder.  Educação compreendida como uma moeda que traz conhecimento numa das faces e valores na outra.

Questões atinentes à saúde, segurança pública, corrupção, impunidade, infraestrutura, eleições e partidos políticos estão muito vivas, batendo à nossa porta, para exigir soluções imediatas que não podem aguardar que saiamos de nossa letárgica apatia e passemos a encarar a educação no seu alcance e significado de panaceia para a cura de praticamente todos os males das sociedades modernas. Por isso, Sergio Moro e Paulo Guedes neles!

Para revolucionar a educação brasileira, propomos cinco medidas:

  • Federalizar o ensino fundamental e básico dos municípios e estados que não alcançarem desempenho mínimo, previamente estabelecido;
  • Regulamentar a alfabetização domiciliar, bem como qualquer tipo de capacitação, sujeito, apenas, a teste de suficiência, como acontece na Coreia do Sul;
  • Acabar com a gratuidade do ensino público universitário – maior fator de aprofundamento das desigualdades, no Brasil -, para os que puderem pagar;
  • Ampliar o sistema de quotas, sem quebra do princípio meritocrático, cursando o aluno beneficiário do programa na instituição em que for aprovado;
  • Destinar os centros de pesquisa a quem manifestar pendor científico, provindos de instituições públicas ou privadas, extinguindo-se as exigências burocráticas e ineficazes vigentes que fingem obrigar todos a pesquisarem. A pesquisa deve priorizar o desenvolvimento.

Na sociedade do conhecimento em que estamos imersos, o principal dever do Estado é assegurar a igualdade de oportunidades para todas as pessoas. E não há outro meio para alcançar este propósito que não seja a educação, requisito em que o Brasil vem fracassando, de que é prova a humilhante posição que ocupa, no particular, entre as nações que integram o G20.

Numa autocrítica louvável, 66% dos professores do ensino básico e fundamental reconhecem a baixa qualidade dos cursos universitários que fizeram.  A causa residiria na postura populista das faculdades que cursaram, ao priorizarem o pendor ideológico dos futuros mestres sobre sua formação acadêmica. Os melhores e os piores mestres são tratados como iguais na boca do cofre ao fim de cada mês, bem como no plano das promoções que passam a ser uma mera questão de decurso do tempo ou de conquista de títulos, quando não por filiação ideológica, com raras exceções. A ação sindical funciona como elemento detonador do princípio aristotélico que manda tratar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam, como também queria Rui. A conquista da autonomia pedagógica do professor é interpretada como inteiramente desvinculada do mérito. Para os pais, ignorantes em sua grande maioria, boa é toda escola que for limpa, bonita e tiver merenda e uniforme de qualidade.

Sob o patrocínio da Academia Baiana de Educação, da Academia de Ciências da Bahia, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, da ABI, da OAB, da Academia de Letras Jurídicas, da Federação das Indústrias, da Federação do Comércio, da Academia de Letras e Artes de Salvador e do Grupo Kirimure será realizado um encontro no auditório da Academia de Letras da Bahia, no próximo dia 24, quarta-feira, das 14 às 18 horas, com o propósito de sugerir medidas para melhorar a educação no Brasil e na Bahia. São convidados todos que queiram contribuir neste mutirão.

A educação tem que ser encarada como de responsabilidade geral, por ser o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade, o atraso e o desenvolvimento, a barbárie e as sociedades fraternas e cultas a que aspiramos pertencer.

 

 

Aramis Ribeiro Costa lança mais dois livros

O acadêmico e escritor Aramis Ribeiro Costa lança no dia 23 de abril, terça-feira, às 18 horas, na sede da Academia de Letras da Bahia, à Avenida Joana Angélica, 198, Palacete Góes Calmon, bairro de Nazaré, mais dois livros de contos: “Histórias de Mais ou Menos Amor” e “Noite Alta Céu Risonho”. O primeiro contém oito contos, oito histórias de mais ou menos amor, todos intitulados com nomes de mulher, e o leitor decidirá onde há mais, onde há menos, onde há mais ou menos amor, e até se há algum amor em cada narrativa, pois afinal quem decide o que lê é o leitor. Já que as histórias de amor são sempre parecidas para toda gente, o autor alerta que se trata de pura ficção, sendo qualquer semelhança com a realidade uma mera e infeliz coincidência. Pede, portanto, que ninguém se sinta retratado nessas histórias.

O segundo livro, “Noite Alta Céu Risonho” é formado por sete contos, todos passados no bairro de Itapuã, e traz a curiosidade de alguns personagens participarem de alguns outros contos, além daquele em que são protagonistas, o que é muito natural, pois se moram no mesmo bairro, conhecem-se, ou, pelo menos, se encontram. Aqui também o leitor vai decidir se ri das situações, ou se fica revoltado, pois o que é trágico para alguém, pode perfeitamente ser divertido para os que simplesmente assistem, ou tomam conhecimento da história por meio da leitura.

Romancista, novelista, poeta, memorialista, ensaísta e, naturalmente, contista, com mais de vinte livros publicados, Aramis Ribeiro Costa é um dos mais destacados ficcionistas da literatura baiana contemporânea, além de ocupar a Cadeira número 12 da Academia de Letras da Bahia.

Livros infantis na ALB

A Academia de Letras da Bahia, em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia Bahia,  sedia no dia 17 de abril, a partir das 13h30, o lançamento de dois livros infantis: “A Estrelinha Atrapalhada” e “O Livro Falante”, ambos da escritora Noélia Barreto Bartilotti (Tia Nó). Nesse dia, as crianças poderão visitar a sede da Academia, ampliando sua percepção sobre o universo literário e aprendendo um pouco mais sobre a história das letras na Bahia.

Também serão lançados nesta data os livros “Favela Gótica”, de Fabio Silva, e “A Alameda dos Algodões Flutuantes”, de Mogg Mester

 

 

 

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Fredie Didier Jr ministra curso sobre Teoria dos Recursos Civis

Atualidades na Teoria dos Recursos Civis

O jurista e acadêmico Fredie Didier Jr. organiza o curso Atualidades na Teoria dos Recursos Civis no dia 8 de maio, das 14 às 17 horas, na Academia de Letras da Bahia. O objetivo é expor e simplificar o entendimento do Código de Processo Civil brasileiro de 2015, que promoveu uma série de mudanças na parte geral dos recursos civis e na ordem do processo nos tribunais; algumas, são mudanças claras e visíveis; outras, dependem de uma compreensão sistemática dos dispositivos. Este minicurso procura enfrentar essas novas questões.
Informações e inscrições: https://www.even3.com.br/evento/login/

Raízes africanas em quatro cantos da Bahia

A Academia de Letras da Bahia sedia nos dias 14 e 15 de maio, das 14h às 18h30, o seminário “NOSSAS RAÍZES AFRICANAS EM QUATRO CANTOS NA BAHIA”, oferecido para todos os interessados. O seminário está dividido em quatro módulos temáticos, cada qual abordando o legado cultural negroafricano, as africanias no falar, na religiosidade, na culinária e na música da Bahia, sob a responsabilidade de um palestrante de notório saber tradicional ou acadêmico, sob coordenação da acadêmica Yeda Pessoa de Castro.

O objetivo maior da iniciativa é levar conhecimentos novos, numa abordagem atual sobre a participação da população negroafricana na constituição da nossa história passada e presente, visando desmanchar estereótipos ainda hoje correntes entre nós, até mesmo no meio acadêmico, e, ao mesmo tempo, aproximar cada vez mais a comunidade baiana das atividades da Academia de Letras da Bahia.

Inscrições/informações: https://www.even3.com.br/seminarioraizesafricanasnabahia/

Programação

Dia 14 de maio, terça-feira

13h30min Credenciamento

14h. Abertura:  fala do Presidente da Academia Dr. Joaci Góes e da Coordenadora do Seminário a Acadêmica Drª Yeda Pessoa de Castro

14h30min Modulo 1 : Profª Drª Yeda Pessoa de Castro e o Profº Drº César Vitorino

– Nossas origens negroafricanas, dos bantos aos jejes-nagos

– Nossa língua baianês, do oxente ao calundu

16h30min – Intervalo

16h50min – 18h30min-  Modulo 2 : Dr.ª Hildete Costa e Profº Drº Jaime Sodré

– O nosso Candomblé como Patrimônio e Memória

– Nossa moda que veio do Terreiro

Dia 15 de maio, quarta-feira

14h00min Módulo 3  Profª  Drª Celina Abade e Mameto Lembamuxi

–    Nossa culinária do azeite doce ao dendê

–  Nossa comida de cada dia e suas quizilas

15h30min Módulo 4   Acadêmico Prof. Drº Paulo Lima e Gerônimo Santana – Cantor e Compositor

–  Nossa música clássica com marcas de africania, de Limdberg Cardoso aos compositores contemporâneos

– Nossas música popular do Afoxé a MPB

EVENTO EM PARCERIA COM O NGEALC, NÚCLEO DE ESTUDOS AFRICANOS DA PRÓ REITORIA DE EXTENSÃO DA UNEB