Academia de Letras da Bahia recebe a escritora portuguesa Teolinda Gersão

Um dos principais nomes da literatura portuguesa, a escritora Teolinda Gersão esteve, na última quinta-feira (21.09), na sede da Academia de Letras da Bahia palestrando sobre o seu novo romance “A Cidade de Ulisses”, livro recém-lançado no Brasil pela editora Oficina Raquel. A vinda da escritora à Bahia é uma parceira entre a ALB, o Programa de Pós-Graduação de Estudos Literários da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e a Cátedra Fidelino de Figueiredo.

Uma das escritoras modernas mais premiadas do país Luso, Gersão foi apresentada pela presidente da ALB, Evelina Hoisel, que destacou a importância do encontro para a instituição literária. “Teolinda é uma referência na literatura portuguesa. É uma satisfação enorme para Academia trazer uma escritora tão conceituada. Não há dúvidas que essa parceria é um momento precioso e uma oportunidade incrível de enriquecimento cultural”, disse. O escritor e acadêmico Aleilton Fonseca, um dos responsáveis pelo vinda da escritora à Bahia, lembrou sobre a troca de cartas realizadas entre ela e outro importante escritor lusitano, José Saramago. Alguns críticos enxergam similitude literária de Teolinda com a escrita de Saramago, no tom coloquial, que transparece em frases populares e provérbios que utiliza nas suas narrativas, aproximando o escritor do leitor.

Teolinda Gersão revelou que a literatura de autores baianos foram referências para a sua formação como escritora. “É um momento de muita alegria e satisfação, pois a Bahia é um lugar que conheci através da literatura, lendo os romances de Jorge Amado. Foi daí que começou a minha aproximação com a literatura brasileira. Ler um livro em outra língua é muito enriquecedor, e isso me ajudou muito, abrindo-me possibilidades como escritora diante de toda essa contribuição cultural”, afirmou.

Obra

Com relação ao livro “A Cidade de Ulisses”, que recebeu os Prêmios Ciranda e da Fundação Antônio Quadros, ambos em Portugal, a escritora classificou o título escolhido à essência e o contexto da antiga e a moderna cidade de Lisboa, fundada pela figura mitológica e herói de guerra grego, Ulisses. O romance tem sua narrativa ligada às artes visuais e questões políticas.“Todo livro é um caminhar no escuro, com uma nova aventura, uma nova história a cada página lida”, contou a autora. Após a palestra, houve o lançamento e a sessão de autógrafos da obra. A literária, que já passou pela cidade baiana de Feira de Santana, cumprirá agenda também nas cidades São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Petrópolis e no Rio de Janeiro, onde será recebida pelos imortais na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Com livros traduzidos para 11 línguas, ela possui ao longo da sua carreira profissional livros publicados como Prantos, amores e outros desvarios (2016), Passagens (2014), As águas livres (2013), A cidade de Ulisses (2011), A mulher que prendeu a chuva (2007), Histórias de ver e andar (2003), O mensageiro e outras histórias com anjos (2003), Os teclados & três histórias com anjos (2012), Os anjos (2000), Os teclados (1999), A árvore das palavras (1997), A casa da cabeça de cavalo (1995), O cavalo de sol (1989), Os guarda-chuvas cintilantes (1984), História do homem na gaiola e do pássaro encarnado (1982), Paisagem com mulher e mar ao fundo (1982) e O silêncio (1981).

 

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Acadêmica Edilene Matos homenageia o escritor Herberto Sales


A obra do jornalista e escritor baiano Herberto Sales, falecido em 1999, será relembrada, no dia 26 de setembro (terça-feira), pela imortal da Academia de Letras da Bahia Edilene Matos. O encontro, que terá início às 15h, será realizado na Biblioteca Central do Estado da Bahia, situada no bairro dos Barris. Mattos atualmente é professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos da Universidade Federal da Bahia (IHAC/Ufba). O evento é aberto ao público.

Em 1971, Herberto Sales passou a ocupar a cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras, após publicar – ao longo da sua carreira literária – mais de 30 livros, tendo destaque a sua obra de estreia Cascalho, romance lançado em 1944, ano em que ainda residia na sua cidade natal, Andaraí, na região da Chapada Diamantina. Com mais de 650 páginas, o livro logo se colocou ao lado das grandes obras do ciclo nordestino, iniciado com José Américo de Almeida e prolongado por Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado e Rachel de Queiroz.

Visita guiada à ALB tem encontro literário com Gláucia Lemos

A terceira etapa da visita guiada do projeto Ponto de Cultura Espaço das Letras à sede da Academia de Letras da Bahia foi realizada no último dia 19, reunindo alunos do Colégio Estadual Cidade de Candeias. Ao todo, 26 estudantes conheceram de perto as instalações da instituição literária, onde puderam saber um pouco da história da entidade centenária, a exemplo do ano de sua instalação, nome do fundador, funções, quadros, pinturas, exposições, galeria dos presidentes, bustos, bibliotecas, arquivos, auditórios, dentre outros detalhes sobre o espaço cultural.

Os alunos, conduzidos pelo professor Emanoel da H. Bomfim, tiveram a chance ainda de participar de um encontro literário com a escritora e imortal Glaucia Lemos, que falou sobre o processo criativo dos seus livros. Na ocasião, a acadêmica realizou o sorteio e sessão de autógrafos de livros de sua autoria para os jovens estudantes. Como parte da programação do Circuito Baiano de Leitura, houve também a distribuição do livro O Galope de Ulisses do escritor José Inácio Vieira de Melo.

Teolinda Gersão lança na Academia de Letras da Bahia o romance “A Cidade de Ulisses”

Importante nome da literatura portuguesa, a escritora Teolinda Gersão fará palestra na Academia de Letras da Bahia no dia 21 setembro (quinta-feira), às 17 horas. A conferência abordará o seu novo romance “A Cidade de Ulisses”, recém-lançado no Brasil pela editora Oficina Raquel. A obra, muito elogiado pela crítica em Portugal, tem como contextos a antiga e a moderna cidade de Lisboa, envolvendo as artes visuais e as questões políticas. A história dos personagens centrais termina no Brasil. Após a palestra, haverá o lançamento e a sessão de autógrafos do livro. A entrada é gratuita.

No dia 20 (quarta-feira), ela falará ainda na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). A vinda da escritora à Bahia é uma parceira entre a ALB, o Programa de Pós-Graduação de Estudos Literários da Uefs e a Cátedra Fidelino de Figueiredo. A autora cumprirá agenda também nas cidades São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Petrópolis e no Rio de Janeiro, onde será recebida pelos imortais na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Sobre Teolinda Gersão

Uma das mais importantes contistas e romancistas da literatura portuguesa contemporânea, a obra de Teolinda Gersão é consagrada em Portugal – onde tem marcado o panorama literário nos últimos 35 anos – e no estrangeiro, com livros traduzidos para 11 línguas. Alguns críticos enxergam similitude literária de Teolinda com a escrita de José Saramago, no tom coloquial, que transparece em frases populares e provérbios que utiliza nas suas narrativas, aproximando o escritor do leitor.

Até 1995, Teolinda foi professora na Faculdade de Letras e depois na Universidade Nova, ambas em Lisboa, na cadeira de Literatura Alemã e Literatura Comparada. Estudou na Alemanha e também viveu no Brasil. Recebeu vários Prêmios Literários, dentre eles Grande Prêmio de Romance e Novela da APE (1995), Prêmio de Ficção do Pen Club (1981 e 1989), Prêmio Fernando Namora (1999) e Prêmio Vergílio Ferreira (2016).

A autora publicou Prantos, amores e outros desvarios (2016), Passagens (2014), As águas livres (2013), A cidade de Ulisses (2011), A mulher que prendeu a chuva (2007), Histórias de ver e andar (2003), O mensageiro e outras histórias com anjos (2003), Os teclados & três histórias com anjos (2012), Os anjos (2000), Os teclados (1999), A árvore das palavras (1997), A casa da cabeça de cavalo (1995), O cavalo de sol (1989), Os guarda-chuvas cintilantes (1984), História do homem na gaiola e do pássaro encarnado (1982), Paisagem com mulher e mar ao fundo (1982) e O silêncio (1981).

 

Novo livro do acadêmico Guilherme Radel aborda o artesanato na Bahia

O imortal Guilherme Radel lançará, no dia 28 de setembro (quinta-feira), às 20h, o seu mais novo livro “Artesanato na Bahia”. A obra tem co-autoria de Maria Radel. Ao todo, são cerca de 400 imagens que ilustram o universo do artesanato de um modo geral, e também na Bahia, definindo o seu surgimento e desenvolvimento no país. Antes do lançamento, às 19h, Radel fará uma palestra sobre bebidas artesanais. A entrada é aberta ao público.

 

 

Programa da TV Globo destaca rotina da Academia Brasileira de Letras; confira

O programa “Conversa com Bial”, liderado pelo jornalista Pedro Bial, da TV Globo, entrevistou no dia 04 de setembro (segunda-feira) alguns dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL). O bate-papo foi com o economista Edmar Bacha, a veterana Ana Maria Machado e o poeta Geraldo Carneiro. Entre os temas debatidos estavam a rotina da instituição, a popularização das cadeiras e também a importância da literatura na formação política do país.

Escritor Evando Nascimento realiza conferência na ALB

Finalista do Prêmio Portugal Telecom, dedicado a prestigiar e divulgar a literatura brasileira, o professor universitário, pesquisador e escritor Evando Nascimento falou, nos dias 04 e 05 de setembro, sobre aspectos da escrita contemporânea em uma conferência realizada na Academia de Letras da Bahia. O evento, que integra a programação do centenário da ALB, recém-completado em abril deste ano, foi realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura da Universidade Federal da Bahia (PPGLitCult/Ufba).

O debate se propôs a revisar algumas das conceituações da literatura numa perspectiva teórica, crítica e histórica. O estudioso se reuniu para debater o assunto com acadêmicos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Ufba, dentre eles Aleilton Fonseca, Antonia Herrera, Cássia Lopes e Evelina Hoisel. Após as discussões, houve uma sessão de autógrafos do livro do conferencista Cantos Profanos.
“A literatura é uma arte feita de impressões, grafismos, espaçamentos, imagens, ilustrações e outros recursos visuais, sem os quais ela seria letra morta, por assim dizer, invisível. Ela traduz intersemioticamente qualquer signo. Essa é a sua grande potência. Tudo vem ao texto literário; desde a pintura, escultura, peças de teatro, saraus, concertos musicais, desenho, gravura até o teatro, fotografia e cinema”, afirmou Evando Nascimento.

Movido especialmente por trabalhos que envolvem também filosofia e artes, a atividade literária e ensaística de Nascimento tem tido o reconhecimento de diversos críticos da área, sendo ele considerado pela escritora Leyla Perrone-Moisés, em artigo publicado no suplemento “Ilustríssima”, do jornal Folha de S.Paulo, um dos escritores que, no Brasil, faz uma “literatura exigente”.
Ela explica no texto, publicado em 2012, que, diferente da literatura vendável, de entretenimento, a “literatura exigente” é marcada pelo ensaísmo, pelas artes plásticas e pela recusa da linearidade narrativa. “São obras de gênero inclassificável, misto de ficção, diário, ensaio, crônica e poesia, que não dão moleza ao leitor; exigem leitura atenta, releitura, reflexão e uma bagagem razoável de cultura, alta e pop, para partilhar as referências explícitas e implícitas”, disse ela à época.

Por sua vez, Evelina Hoisel, presidente da ALB, e uma das professoras da Ufba que estudam no seu dia a dia a obra de Evando Nascimento, elogia “a leveza dos seus textos”. “A multiplicidade de falas, a presença de diversas intersecções e as posturas teóricas em todo o seu processo de escrita são algumas das suas marcas. A queda da previsibilidade nos seus textos desestrutura o esquema de recepção usual, estabelecendo uma espécie de teoria crítica que nos faz pensar além”, destaca.

Sobre o escritor

Natural de Camacã, no sul da Bahia, Evando Nascimento atualmente reside no Rio de Janeiro, onde leciona na Universidade Federal de Juiz de Fora. Graduado pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (Ufba), fez mestrado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj).
Completou sua formação na Sorbonne e na École dês Hautes Études em Sciences Sociales, renomadas instituições da França. Em 2007, realizou pós-doutorado sobre filosofia na Universidade Livre de Berlim, Alemanha. Lecionou literatura na Université Stendhal, de Grenoble, nos Alpes Franceses.

É autor também das obras Retrato desnatural (ficção), Clarice Lispector: Uma Literatura Pensante; Pensar a desconstrução, Derrida e a Literatura, estas últimas obras sobre Jacques Derrida, um dos principais pensadores da segunda metade do século XX.
“Falo como teórico, me dar muito prazer, mas, ao mesmo tempo, como escritor. Quero cada vez mais fundir esses dois elementos, que nunca foram opostos entre mim, mas que o teórico acabou passando muito a frete. Está na hora do escritor se impor. Há uma carreira que poderia ter começado muito mais cedo, mas a vida de professor universitário sempre falou mais alto”, contou.