Reitor da Ufba lança livro nesta quarta-feira (24)

O membro da Academia de Letras da Bahia e reitor da Universidade Federal da Bahia, o filósofo João Carlos Salles, lança nesta quarta-feira (24) o livro A Cláusula Zero do Conhecimento. A solenidade acontece na Reitoria da Ufba, no bairro do Canela, às 17h. Publicado pela Quarteto Editora, a obra apresenta estudos sobre o filósofo austríaco Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, um dos principais atores da virada linguística na filosofia do século XX, e o também filósofo cubano – radicado no EUA – Ernest Sosa, estudioso da epistemologia, ramo da filosofia que trata da natureza, etapas e limites do conhecimento humano. A entrada é aberta ao público.

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Curso na ALB discute importância das coleções especiais

Foi especialmente o amor aos livros, sobretudo os raros, que fizeram com que três entidades baianas realizassem conjuntamente o curso de formação e gestão de coleções especiais. As aulas – ocorridas entre os dias 20 e 22 de novembro – teve o professor carioca Fabiano Cataldo de Azevedo como palestrante, após convite do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), do Grupo de Estudos Interdisciplinares da Raridade Documental (GEIRD) e da Academia de Letras da Bahia, que recebeu os alunos em sua sede, no Solar Góes Calmon, em Nazaré.

Reunindo profissionais multidisciplinares, como bibliotecários, arquivistas, historiadores, museólogos e restauradores, o curso abordou em seu conteúdo temas que destacam o manuseamento dessas obras históricas. “Discutimos conceitos de coleções especiais, as características de formação delas, a diferença entre coleções especiais e o livro antigo. Abordamos também o tratamento do patrimônio bibliográfico brasileiro”, explicou Fabiano.

De acordo com ele, o curso foi direcionado para profissionais que atuam em bibliotecas que possuem acervos históricos, não só raros, mas acervos que tenham características históricas voltadas para o estado da Bahia. “Falar de coleção especial é falar de patrimônio bibliográfico. Falar de patrimônio bibliográfico é preciso conhecer a história do país e a história local. Isso fundamenta a ideia do que é o patrimônio bibliográfico”, afirmou.

Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Fabiano Cataldo de Azevedo indicou ser preciso respeitar os aspectos históricos dos livros, “isso porque normalmente as coleções especiais são doadas por meio de uma de uma biblioteca particular, constituída ao longo dos anos por um intelectual ou pesquisador, para instituições públicas. É quase que uma institucionalização do bem privado que se torna público. Nesse sentido, é preciso respeitar essas características históricas posteriores”, apontou.

A bibliotecária do Arquivo Histórico Municipal de Salvador, Lídia Costa, que esteve presente nos três dias de curso, disse que as aulas contribuirão para que ela repasse ao público uma melhor informação do acervo da capital baiana. “Este curso nos ajudou a entender a forma de conservar documentos raros. No meu caso, tratar e conhecer ainda mais o acervo histórico do município que os próprios baianos desconhecem”, revelou.

Já a coordenadora do curso e também bibliotecária, profissão que ela qualifica como sendo a dos “verdadeiros guardiões dos livros”, Maria das Graças Cantalino avalia que o estudioso da biblioteconomia ou de áreas correlacionadas são especialistas que devem disseminar para o público a importância das coleções especiais. “Não é guardião no sentido de esse livro é meu e ninguém toca, mas de alguém que preserva e conserva a história de uma cidade ou país. Os livros devem ser tratados com amor e carinho”, concluiu.

Literatura e tradição africana é tema de palestra na Academia de Letras da Bahia

Uma das matrizes mais importantes da cultura baiana foi lembrada no último dia 16 (quinta-feira) na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré. Organizada pelo acadêmico Ordep Serra, a mesa redonda intitulada Literatura e Tradição Africana abordou a inteligência africana para o enriquecimento das letras no mundo contemporâneo.

“Decidi falar sobre uma poética africana de cuja riqueza somos herdeiros”, afirmou. Em sua palestra, Serra falou sobre os aspectos do vocábulo iorubano Oriki. “Oriki é a forma assumida em português pelo nome iorubano oríkì, assim incorporado a nosso vernáculo. Trata-se de um vocábulo usual no dialeto dos terreiros, familiar aos adeptos do candomblé. Aqui o emprego para designar um gênero literário, uma modalidade, entre outras, da arte poética dos povos de língua iorubá”, completou.

Participaram também da discussão a escritora Marina Martinelli e o antropólogo Xavier Vatin, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Pesquisadores há alguns anos neste campo de estudos, eles destacaram em suas apresentações, respectivamente, a obra do escritor somali Naruddin Farrah, e o resgate do trabalho do antropólogo e linguista negro norte-americano Lorenzo Turner, que na década de 1940 realizou importantes pesquisas no Brasil, destacadamente na Bahia, onde fez gravações com grandes hierarcas do culto do candomblé de diferentes nações. O debate integrou as celebrações do centenário da Academia de Letras da Bahia comemorado em abril deste ano.

Seminário na Uefs destaca os 120 anos da Guerra de Canudos; inscrições estão abertas

O término de uma das batalhas mais sangrentas da história brasileira, a Guerra de Canudos (1896-97) completou 120 anos no último dia 05 de outubro. Para relembrar os fatos e memórias deste histórico episódio, a Academia de Letras da Bahia e a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através dos seus programas de Pós-Graduação em Estudos Literários e História, realizam, nos dias 29 e 30 de novembro, na cidade de em Feira de Santana (BA), um seminário para discutir o assunto.

As incrições estão abertas para estudiosos, escritores, estudantes e leitores que queiram adensar o discurso analítico e atualizar informações, pondo em debate as falas do passado e do presente, para atualização e revisão de conceitos e pontos de vista, confrontando as diversas versões do centro e do sertão, de modo a refletir criticamente sobre o conflito histórico a partir do lugar cultural sertanejo.

Nos dias 1 e 2 de dezembro haverá também uma viagem a cidade de Canudos, localizada a cerca de 372 quilômetros de distância da capital baiana, para visitas aos memoriais da guerra e ao Parque Estadual de Canudos, palco das batalhas.

Nelson Cerqueira lança “Martin: Judeu brasileiro e sem dinheiro”

O membro da Academia de Letras da Bahia, Nelson Cerqueira, lança, no dia 29 de novembro (quarta-feira), o livro Martin: Judeu brasileiro e sem dinheiro. A sessão de autógrafos acontecerá na Livraria Cultura do Shopping Salvador, às 18 horas. A obra é uma narrativa recheada de circunstâncias emocionais envolvendo a vida do protagonista e sua relação com a família, sua picante vida amorosa e os seus conflitos culturais.

 

Fredie Didier Jr. tomará posse no próximo dia 30

O advogado Fredie Didier Jr. será empossado na Academia de Letras da Bahia no dia 30 de novembro (quinta-feira) em uma solenidade no Palacete Góes Calmon, sede da instituição literária no bairro de Nazaré. Na ocasião, o novo acadêmico será saudado pelo confrade Paulo Furtado. Fredie Didier assume a Cadeira nº 10, antes ocupada pelo monsenhor Gaspar Sadoc, falecido em 2016. Dentre os seus trabalhos de destaque, participou recentemente da revisão do Novo Código de Processo Civil. O início da celebração será às 20 horas.

ALB homenageia centenário de nascimento de Itazil Benício dos Santos

A Academia de Letras da Bahia fará uma homenagem ao centenário de nascimento (1917-2017) do médico radiologista Itazil Benício dos Santos, que ocupou a Cadeira nº 12 da instituição literário, hoje sob a condução do também médico e escritor Aramis Ribeiro Costa. A sessão especial acontece no dia 28 de novembro (terça-feira), às 17 horas. Haverá ainda o lançamento de um livro sobre a obra do homenageado.

Nascido em Itabuna, Itazil Benício dos Santos diplomou-se em 1931 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Membro titular da Academia de Medicina da Bahia, publicou doze livros sobre o tema e outras seis obras literárias. O evento é aberto ao público.

  Capa do livro que será lançado no dia 28