Academia manifesta pesar pelo falecimento de Paulo Gaudenzi

A Academia de Letras da Bahia, através de sua presidente, Evelina Hoisel, lamenta profundamente o falecimento de Paulo Gaudenzi, economista e empresário, considerado um dos maiores especialistas do setor de turismo do pais, ex-secretário da Cultura e do Turismo do estado e ex-presidente da Bahiatursa.

Apoiador do teatro e de outras atividades culturais, Paulo Gaudenzi foi secretário de Cultura e Turismo da Bahia durante 12 anos nos governos de Antonio Carlos Magalhães e Paulo Souto. Seu trabalho foi reconhecidamente estratégico para expansão do turismo estadual entre os anos de 1980 e 1990, colocando a Bahia entre os principais destinos nacionais.

Mais recentemente, Gaudenzi foi um dos responsáveis pela criação da Salvador Destination – associação que divulga Salvador no segmento de eventos. Presiddiu a entidade por quatro anos e, no último ano, atuou como vice-presidente de relações institucionais. Atuou ainda como vice-presidente da ABIH por dois mandatos.

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Missa de Sétimo Dia por Guilherme Radel

A Academia de Letras da Bahia comunica a todos a realização de Missa de Sétimo Dia em louvor ao escritor Guilherme Radel,recentemente falecido. A celebração acontecerá nesta sexta-feira, dia 18 de janeiro, às 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, localizado no Largo da Vitória, em Salvador.

Academia decreta luto oficial em memória de Guilherme Radel

Ainda entristecida com a perda recente de duas confreiras – a acadêmica e Iyalorixá  Maria Stella de Azevedo dos Santos (Mãe Stella) e a professora, escritora e membro correspondente Heleusa Figueira Câmara –, a Academia de Letras da Bahia comunica, com grande pesar, o falecimento do acadêmico Guilherme Radel.
Estimado por todos os seus pares e pelos funcionários da Casa por sua gentileza, simplicidade e generosidade, Radel era também admirado por sua ampla, consistente e diversificada cultura. Qualidade que o caracterizava, conforme seu amigo, acadêmico e presidente eleito desta Casa, Joaci Góes, como um dos mais importantes polígrafos da Bahia.
Empossado em 9 de outubro de 2014, Radel teve permanência relativamente curta na ALB. Conviveu com seus confrades por apenas quatro anos, o suficiente, entretanto, para cativar a todos com suas palestras e conferências sobre os mais diversos temas.
Guilherme Requião Radel nasceu em 7 de fevereiro de 1930, em Itapagipe, Salvador, formando-se como engenheiro civil e engenheiro eletricista pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia. Exerceu atividades múltiplas na vida, como escritor, engenheiro, professor, empresário e pecuarista.
Sua bibliografia surpreende pela diversidade de temas e interesses. Nos livros A cozinha sertaneja da Bahia, (1ª edição e 2ª edição), A cozinha praiana da Bahia (1ª edição e 2ª edição) e A cozinha africana da Bahia (1ª edição e 2ª edição) aborda de forma leve, mas com profundidade, tópicos históricos, sociológicos, etnológicos, econômicos, ecológicos e científicos. Em suas impressões sobre viagem realizada a Cuba, fornece dados históricos, sucessos e insucessos da revolução cubana, formando uma compreensão do ambiente político-social que reina na ilha, analisando as consequências da indefinição de seu futuro.
No livro Aprendiz de fazendeiro, verdadeiro guia de pecuária, enfatiza os ensinamentos dirigidos a pequenos produtores que se dedicam à caprino-ovinocultura. Na área técnica, escreveu A obra pública ou um dos diálogos que Platão não escreveu, que se tornou um clássico entre as publicações técnicas, com 13 edições, entre outros títulos. Fez ainda uma incursão pelo teatro, com A partida, drama em dois atos; pelo romance, no livro A longa viagem; na poesia, na memória e na crônica.
Ocupou, na ALB, a cadeira de número 3, que tem como Patrono Manuel Botelho de Almeida, como fundador o poeta Arthur de Sales, e como antecessores Eloywaldo Chagas de Oliveira e Anna Amélia Vieira Nascimento.
A Presidente Evelina Hoisel decreta luto oficial na Academia de Letras da Bahia por três dias em memória do estimado confrade.

ALB lamenta falecimento de Mãe Stella de Oxóssi

É com grande pesar que comunicamos o falecimento, nesta quinta-feira, 27 de dezembro, da nossa querida confreira Maria Stella de Azevedo dos Santos (Mãe Stella de Oxóssi). Nascida em Salvador, Bahia, em 2 de maio de 1925, Mãe Stella, como era mais conhecida, notabilizou-se como uma das mais importantes Iyalorixás do Brasil, exercendo de forma bastante dinâmica sua missão espiritual.
Iniciada no Candomblé por Mãe Senhora, em 12 de setembro de 1939, Mãe Stella foi escolhida como a quinta Iyalorixá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em 19 de março de 1976, realizando por mais de quarenta anos um trabalho espiritual e educativo de excepcional valor. Criou, em 1978, a Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, voltada para a preservação da identidade do afro descendente, e mais recentemente uma biblioteca móvel com livros, vídeos e gravações sobre diferentes religiões.
Em reconhecimento ao seu trabalho, ganhou em 2001 o prêmio jornalístico Estadão, na condição de fomentadora de cultura, além dos títulos de Membro Honorário Del Templo Yorubá de Porto Rico, 1993; Medalha Dois de Julho, 1997 e Medalha Maria Quitéria, 1997 – Câmara Municipal de Salvador; Medalha de Ordem ao Mérito da Cultura na Classe Comendador – Presidência da República, 1999; Outorga do título Doutor Honoris Causa/ UFBA, 2005; Medalha Zumbi dos Palmares, 2005; Outorga do título Doutor Honoris Causa/UNEB, 2009.
Por seus méritos também como escritora, foi eleita em 23 de maio de 2013 para a Academia de Letras da Bahia. Tomou posse em 12 de setembro 2013, no salão nobre da atual sede, sendo saudada pela poeta Myriam Fraga. É autora dos livros E daí aconteceu o encanto, em coautoria com Cléo Martins (Salvador: Edição independente, 1988), Meu tempo é agora (São Paulo: Editora Oduduwa, 1993), Òsòsi, o caçador de alegrias (Salvador: Secult – Secretaria de Cultura da Bahia, 2006), Òwe-Provérbios (Salvador: Edição independente, 2007), Epé Laiyé, terra viva (Salvador: Edição independente, 2009), Opinião (Salvador: EGBA – Empresa Gráfica da Bahia reunindo artigos escritos quinzenalmente para a coluna Opinião do Jornal A Tarde).
Outra faceta marcante de sua trajetória foi o posicionamento firme contra a intolerância religiosa, defendendo relações respeitosas e harmônicas entre as diversas religiões, manifestando-se também contrária ao sincretismo religioso. Para ela, cada religião deve se manter fiel à sua própria essência.
É, portanto, com grande pesar que a Presidente Evelina Hoisel (no momento, ausente de Salvador) decreta luto oficial nesta Casa por três dias em memória da nossa estimada confreira.

Atenciosamente,
Carlos Ribeiro
Secretário da ALB

ALB encerra o ano de 2018 com confraternização e entrega de prêmio

Reunindo acadêmicos, amigos e funcionários, a Academia de Letras da Bahia realizou na última quinta-feira, dia 20 de dezembro, sua festa de confraternização de final de ano. A coordenação ficou por conta da presidente da casa, Evelina Hoisel, mas contou também com a presença do futuro presidente da entidade, Joaci Goes – que tomará posse no início do próximo ano – e um convidado de honra, o ex-governador baiano Roberto Santos.

Na ocasião, a Academia entregou ao escritor e acadêmico Guilherme Radel o Prêmio Conjunto de Obra 2018 ALB/Eletrogoes. O homenageado foi prestigiado por amigos e pela família (a esposa Luzia e os filhos Marta, Julio e Lucas).

Como escritor, Radel publicou, entre outros, os livros A cozinha sertaneja da Bahia e A cozinha praiana da Bahia, que, juntamente com A cozinha africana da Bahia, constituem um painel bastante rico da cozinha baiana, abordando de forma leve, mas com profundidade, tópicos históricos, sociológicos, etnológicos, econômicos, ecológicos e científicos.

Academia de Letras sedia Raias do Pensamento

Com curadoria de Cassia Lopes e Luis Serguilha, a Academia de Letras da Bahia sediou nos dias 13 e 14 de dezembro o evento “Raias do Pensamento”. O objetivo foi reunir escritores, professores, artistas e outros pensadores para refletir sobre o pensamento contemporâneo, a partir de contextos específicos distribuídos em três mesas de debates. Na abertura do evento, um momento musical: voz e violão de Silvio Carvalho.

A primeira mesa, voltada para o tema “Música Popular Brasileira: tramas da linguagem e do pensamento”, foi dividida em dois momentos de reflexão sobre nomes importantes da música brasileira. O primeiro momento teve como foco a trajetória de Tomzé – uma análise feita pela pesquisadora Cássia Lopes. O segundo momento foi dedicado à figura de Renato Russo, analisado pelo professor Sandro Ornellas. A mediação foi de Antonia Pereira.

A segunda mesa recebeu o título de “Vozes de Mulheres Ameríndias nas Literaturas do Brasil e de Quebec” e contou com apresentação da professora Rita Olivieri Godet, da Universidade de Rennes 2 (França) e membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, com mediação da presidente da ALB, Evelina Hoisel.

A programação do dia 14 de dezembro, sob mediação de Edilene Mattos, girou em torno do tema Pensamento e Literatura na Contemporaneidade. A mesa foi desdobrada em dois temas: A Experimentação Segundo Clarice Lispector, apresentado por Moises Alves, da Universidade Estadual de Feira de Santana; e O Gramatical, o Impensável, o Imperceptível em Fugas Estéticas, apresentado pelo poeta, ensaísta e curador de arte Luis Serguilha (Portugal/Brasil).

O evento foi encerrado com o lançamento do livro de Moisés Alves intitulado “ Coisas que fiz e ninguém notou mas que mudaram tudo”, publicado pela Editora Circuito/RJ. Houve sessão de autógrafos e também recital de poemas.