Aramis Ribeiro Costa lança livro durante programação do Curso Castro Alves

Como parte da programação do Curso Castro Alves, realizado de 5 a 7 de julho na Academia de Letras da Bahia, o membro benfeitor da instituição literária, Aramis Ribeiro Costa, lançou, nesta quinta-feira (06.07), o livro Fábulas.

A obra, publicada pela editora Kalango, é um relato documental do período em que o autor colaborou para o jornal A Tarde. Ele, inclusive, fez um resgate de 22 ilustrações do cartunista Nikolai Tischenko, responsável por inúmeros desenhos estampados ao longo de anos no periódico baiano. Em 12 anos de A Tarde, Ribeiro Costa escreveu quase duzentas histórias infantis, algumas em capítulos, sendo também colaborador em outras páginas do jornal, com artigos, crônicas, contos e poemas.

 

Mesa redonda destaca importância poética de Castro Alves

O segundo dia do “XII Colóquio de Literatura Baiano do Curso Castro Alves”, realizado nesta quinta-feira (06.07) na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, deu destaque para a mesa redonda “Poesia e vida de Castro Alves – 170 anos”, composta por nomes como Evelina Hoisel, presidente da ALB, e pelas professoras Rita de Cassia Queiroz e Edilene Matos – também imortal -, respectivamente da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Durante a reflexão, a presidente da instituição literária destacou a importância da figura de Castro Alves para a literatura baiana e brasileira. “Castro Alves disseminou na sua vida a imortalidade de suas obras que, independente da época e região, é capaz de acolher o indivíduo nos seus aspectos coletivos”, disse. Para a imortal, mesmo morrendo aos 24 anos, o poeta assegurou um acervo de obras que poucos literários com mais idade construíram.
“A apropriação dos personagens históricos, poéticos, místicos, políticos é o que torna sua escrita atemporal. Seus personagens são facilmente encontrados na atualidade através de sua pluralidade de exemplos. Com isso, é capaz do leitor se encontrar em seus textos, pois o indivíduo se reconhece na sua vasta gama de personagens”, completou.

A mesa homenageou ainda a professora Rita de Cássia Queiroz por sua contribuição no desenvolvimento do colóquio e na difusão da literatura baiana com forma de estudo e conhecimento. “Desde 2006, quando o colóquio foi criado, venho abraçando este projeto. Fico agradecida tanto como professora, quanto como escritora, pois, uma celebração com essa, serve para fomentar, estudar, divulgar e apresentar tanto os trabalhos de antigos autores quanto os de novos escritores da Bahia”, agradeceu.

Recital

Quem também ressaltou a importância do curso foi o ator e o apresentador baiano Jackson Costa que, na oportunidade, recitou poesias de Castro Alves. Logo após a sua apresentação, o artista disse estar realizado em participar de momentos como este. O ator sugere a realização de mais iniciativas como esta promovida pela ALB, que valoriza a literatura baiana. “Salvador é conhecida como capital do carnaval. Porque não ser reconhecida como a capital da literatura? É necessário que ocorra mais eventos como este, já que existem muitos poucos no Brasil. É preciso incentivo da parte do governo, pois, eventos assim, valorizam a cultura do nosso Estado”, destacou.

O Curso Castro Alves é uma parceria entre a Academia de Letras da Bahia e a Pós-Graduação em Estudos Literários da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). As discussões seguem até esta sexta-feira (07.07), com acesso gratuito à população.

Curso Castro Alves inicia debates na Academia de Letras da Bahia

Nesta quinta-feira (05/07) iniciou, na sede da Academia de Letras da Bahia, localizada no bairro de Nazaré, o “XII Colóquio de Literatura Baiano do Curso Castro Alves”. O evento é uma parceria entre a instituição literária e a Pós-Graduação em Estudos Literários da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Até sexta-feira (07.07), serão realizados lançamentos de livros, sessões de comunicações e mesas redondas para discutir a obra deste que foi um dos maiores poetas lírico e social do país. Os encontros são gratuitos, e integra há mais 30 anos o calendário acadêmico da ALB. O curso, que reuniu estudantes e pesquisadores do universo das letras, começou a sua programação com pesquisadores debatendo o acervo literário de Castro Alves, que reúne obras como Navio Negreiro, Espumas Flutuantes e Os Escravos, dentre outros.

As duas primeiras sessões de comunicação – trabalhos apresentados por estudantes de inúmeras universidades baianas – tiveram a literatura baiana como tema, discutindo especialmente as suas perspectivas por meio dos aspectos culturais, revisões de textos, diálogos e identidades do poeta baiano, natural da antiga Curralinho, hoje cidade que leva o seu nome, situada a 194 quilômetros de Salvador (BA). A coordenação ficou a cargo dos professores Antônio Carlos Sobrinho e Arlania Maria Reis de Pinho Menezes.

A mesa redonda “A guerra de canudos – 120 anos” trouxe análises, reflexões e narrativas a partir de clássicos da literatura escritos por Euclides da Cunha, a exemplo de Os Sertões. O escritor, professor e imortal da ALB, Carlos Ribeiro, coordenou os debates. Por fim, foi realizado o lançamento dos livros O pêndulo de Euclides, romance escrito pelo imortal e organizador do curso Aleilton Fonseca, e Canudos: conflitos além da guerra, ensaio de Adenilson Barros de Albuquerque e Gilmei Francisco Fleck.

Escritor Rubem Braga é tema de palestra na Academia de Letras da Bahia

Algumas das crônicas que fizeram de Rubem Braga um expoente do gênero literário no país foram revividas nesta quinta-feira (29.06) pelo imortal da Academia de Letras da Bahia, Carlos Ribeiro. Em palestra na sede da instituição cultural, o acadêmico, que iniciou os estudos sobre o escritor e jornalista brasileiro a partir da sua tese de mestrado – hoje com pós-doutorado já finalizado – apontou características nos textos escritos por Braga que o qualificam como um dos maiores cronistas jornalísticos do Brasil.

Falecido em 1990, aos 77 anos, Rubem Braga dedicou-se exclusivamente a escrever crônicas em jornais e revistas, mostrando o seu lado irônico, lírico e bem humorado, sobretudo para fazer crítica social, denunciar injustiças e combater governos autoritários, a exemplo do getulismo e do golpe militar de 64. Foram mais de 15 mil crônicas escritas em 62 anos de jornalismo.
“Um autor de uma riqueza imensa, militante do jornalismo, porém pouco conhecido no sentido da diversidade dele. Esse lado de ação e questionamento politico ficou um pouco apagado porque as pessoas lembravam o Rubem Braga dos livros, onde a qualidade que saltava era a do lirismo, da linguagem, da poesia, e da própria crônica”, revela Ribeiro, que lançou três livros sobre o autor como resultado dos seus estudos acadêmicos. São eles: Rubem Braga: Um escritor combativo. A outra face do cronista lírico; Rubem Braga, Coleção Melhores Crônicas; e Caçador de Ventos e Melancolias: um estudo da lírica nas crônicas de Rubem Braga.

Carlos Ribeiro aponta ainda uma recorrente diferença feita pelos amantes das letras no tratamento à obra de Rubem Braga. “Ele sempre é citado como o nosso cronista mais importante do país, em vez de um dos nossos mais importantes escritores. Há uma diferença nisso. É o nosso maior cronista, mas quando se faz um estudo profundo da literatura brasileira, que cita, por exemplo, Machado de Assis, Rubem Braga muitas vezes não entra neste grupo, embora seja reconhecido pelos grandes escritores e críticos por qualidade literária que o coloca entre os grandes escritores de língua portuguesa”, analisa.

Em seu pós-doutorado, o acadêmico da ALB afirma que as crônicas de Rubem Braga não se ajustam às classificações estáticas e intransigentes dos gêneros e nem à hierarquização que alguns querem lhe impor, e que diversos críticos têm alertado para a flexibilidade das crônicas do autor capixaba, que alguma vez se aproxima da estrutura formal do conto, e em outras dos chamados poemas em prosa, ou ainda do ensaio e da reportagem. “Aproximações essas que não se realizam somente do ponto de vista formal da técnica, mas também, sobretudo, no aspecto da qualidade dos textos que se equiparam no melhor que já se produziu na literatura de língua portuguesa em qualquer um dos gêneros considerados ‘maiores’”, revela.

Ele relembrou perante os colegas imortais de onde surgiu o seu estímulo por estudar Rubem Braga. “Meu então professor Ruy Espinheira Filho, hoje confrade nesta Academia, me disse uma vez: “Leia Rubem Braga para ver como é escrever bem”“, e concluiu: “Ele passou por vários períodos da história, sempre comentando os fatos que aconteciam no mundo, sempre com a sua marca autoral”, conta.

 

al

Aramis Ribeiro Costa lança “Fábulas”


O membro benfeitor da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa, lança, no dia 06 de julho (quinta-feira), o livro Fábulas, publicação documental do período em que o autor colaborou para o jornal A Tarde. Ele, inclusive, fez um resgate de 22 ilustrações do cartunista Nikolai Tischenko, responsável por inúmeros desenhos estampados ao longo de anos no periódico baiano.

Publicado pela editora Kalango, a solenidade de lançamento acontece na sede da ALB, localizada na Av. Joana Angélica, 198, bairro de Nazaré, às 18 horas. A entrada é franca. Ela será realizada como parte da programação do Curso Castro Alves, agendado de 5 a 7 de julho, também da Academia de Letras da Bahia.

Paulo Ormindo publica artigo sobre os 152 anos de nascimento do fundador da ALB

O imortal Paulo Ormindo publicou recentemente artigo no jornal A Tarde onde homenageia os 152 anos de nascimento de Arlindo Fragoso, fundador da Academia de Letras e da Escola Politécnica da Bahia. “Foi dele a ideia de levar a Avenida Sete até o Porto da Barra, sem demolições, e criar a Avenida Oceânica, antevendo a expansão urbana para as praias e de articular o porto à ferrovia interiorana”, revela Ormindo em um dos trechos do texto, impresso na edição do último dia 18.

  • Confira na íntegra todo o conteúdo da publicação, clique aqui.

Inscrições para ouvintes seguem abertas para o Curso Castro Alves; programação é divulgada

As inscrições para o curso ‘Castro Alves 2017’ na modalidade “ouvintes” seguem abertas até a data do evento, a ser realizado de 05 a 07 de julho na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré. Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição e enviar para o e-mail cursocastroalves@gmail.com. As inscrições para as comunicações foram encerradas no último dia 10.

O evento é uma parceria entre a ALB e a Pós-Graduação em Estudos Literários da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). O objetivo é fomentar a troca de experiências para a promoção da literatura baiana, reunindo estudantes e pesquisadores do universo das letras, sobretudo da obra do poeta popular. Informações gerais podem ser conferidas nos links abaixo.