Contos de Hélio Pólvora serão relembrados em palestra da acadêmica Gerana Damulakis

A acadêmica e crítica literária Gerana Damulakis fará, no dia 27 de julho, às 17 horas, palestra intitulada As motivações humanas desnudadas no conto de Hélio Pólvora. O evento, que acontece na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, será aberto ao público. Pólvora foi imortal da ALB até 2015, ano do seu falecimento, onde ocupou a Cadeira de nº 29, hoje de posse de Gerana Damulakis. Natural de Itabuna, sul da Bahia, o escritor estreou com o livro Os Galos da Aurora, além de ser o autor de outras 25 obras de ficção e ter participado em dezenas de antologias nacionais e estrangeiras. Seus contos estão traduzidos em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e holandês.

Ruy Espinheira Filho é o homenageado da Flica 2017

O escritor e jornalista baiano Ruy Espinheira Filho será o grande homenageado da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) 2017, que chega a sua sétima edição elevando o papel da literatura nacional e internacional para estímulo de discussões ligadas à poesia, escrita de resistência e memória cultural. Imortal da Academia de Letras da Bahia, onde ocupa desde 2000 a Cadeira nº 17, Espinheira possui em seu currículo mais de 20 livros de poesia e prosa publicados, bem como diversos prêmios como o Jabuti, o Nacional de Poesia Cruz e Sousa, Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom e Rio de Literatura. A Flica, que acontece de 5 a 08 de outubro, terá mais uma vez como pano de fundo a histórica cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano

“Considero uma honra esse convite. Já participei da Flica uma vez, em 2012, em uma conversa sobre literatura e gostei. Como convidado, quero estimular essa reflexão sobre a literatura, sobre as artes e até sobre a consciência ética nacional, que está em xeque”, disse Ruy Espinheira Filho durante a divulgação da programação do evento, ocorrida na última terça-feira (18.07) no Palácio Rio Branco, no centro da capital baiana, que contou ainda com a presença do governador Rui Costa.

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(Foto: Marina Silva/ CORREIO)

Imortais da ALB participam da programação da Flipelô

A Feira Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) desembarca pela primeira vez nas ruas de um dos maiores cartões postais de Salvador (BA) trazendo discussões com renomados escritores do cenário nacional e internacional. De 9 a 13 de agosto, o centro histórico da capital baiana reunirá os amantes das letras para eventos que irão misturar teatro, cinema e música, com sarau de abertura da cantora Maria Bethânia, que fará uma apresentação para convidados na Igreja de São Francisco.

Os imortais da Academia de Letras da Bahia integrarão a programação da Flipelô em duas oportunidades. No dia 10 (quinta-fera), o membro correspondente da ALB, a escritora italiana Antonella Rita Roscilli, sob a mediação do imortal acadêmico Aleilton Fonseca, participará de uma mesa redonda para falar sobre biografias. Ela é estudiosa e defensora da obra da escritora  Zélia Gattai, esposa do romancista Jorge Amado que, em agosto, marca o mês do seu nascimento e morte.

No dia 12 (sábado), a presidente da ALB, Evelina Hoisel, e o confrade Carlos Capinam, participam na mesa intitulada Memórias inventadas de Myriam Fraga, onde abordarão aspectos da poetisa baiana. Fraga, também imortal da ALB, faleceu em fevereiro de 2016. Ela foi diretora da Fundação Casa de Jorge Amado por mais de 30 anos. O debate será coordenado pelo também acadêmico Carlo Ribeiro. Ambas as discussões acontecerão no Museu Teixeira Leal, às 14 horas. Ainda no sábado, às 20 horas, o membro tanto da Academia de Letra da Bahia quanto da Academia Brasileira de Letras, Antônio Torres, participa do debate Leituras do mundo. O encontro acontece no Espaço Sesc Pelourinho/Arena. Myriam Fraga voltará a ser homenageada no dia 13 de agosto, às 11 horas, com uma série apresentada pela Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA).

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Ordep Serra fará palestra sobre os hinos homéricos

O antropólogo e imortal da Academia de Letras da Bahia, Ordep Serra, profere palestra no dia 20 de julho (quinta-feira) intitulada Hermenêutica e poesia: reflexão sobre os hinos homéricos. Aberta ao público, a discussão acontece na sede da ALB, no bairro de Nazaré, às 17 horas, e abordará a hermenêutica, ou seja, a teoria da interpretação.

O intelectual mostrará como ela se constituiu e como se deu o seu alcance multiplicado, criando um espaço teórico que envolve a filosofia, a linguística, a filologia, o direito, a antropologia e outras disciplinas, alimentando-se da poesia. Apresentará ainda os estudos bíblicos, evocando o Evangelho de Lucas, bem como o Hino Homérico a Hermes.

Curso Castro Alves chega ao fim valorizando obra do poeta baiano

No final do terceiro dia de palestras do “XII Colóquio de Literatura Baiano do Curso Castro Alves”, realizado nesta sexta-feira (07.07) na sede da Academia de Letras da Bahia, a presidente da instituição literária, Evelina Hoisel, destacou mais uma vez a importância das discussões para a difusão da literatura baiana. “O Curso Castro Alves é uma celebração antiga, que chega a sua 12° edição. Esse é um espaço muito importante, pois é aqui que estudantes, professores e escritores se reúnem para discutir suas pesquisas; a Academia de Letras da Bahia vem fazendo o seu papel de instituição difusora da cultura do Estado”, disse.

A professora Rosana Ribeiro Patrício, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), destacou a importância da figura de Castro Alves para a nossa história literária. “Ele foi muito além do seu tempo. O poeta dos escravos, como era conhecido, possui uma obra que, sem dúvidas, contribuirá para a construção de ideias das futuras gerações. Classifica-lo apenas com esse adjetivo é um erro, pois não o revela como o poeta do amor; um verdadeiro romancista”, enalteceu.

Já o professor João Evangelista Neto, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), ensina literatura há 15 anos e utiliza castro Alves como fonte dos seus estudos. Ele acredita que o poeta é complexo e multidisciplinar, pois “flerta” com todas as áreas do conhecimento. “Apesar de ter vívido pouco, Castro Alves é muito complexo. Ele tinha uma sensibilidade especial. Possuía um discurso muito além de sua época, onde falava sobre os escravos, solidão, assuntos que eram tabus naquele tempo, a exemplo do amor. Com seus poemas, mostrou que o amor erótico podia ser tão belo e sagrado como qualquer outra forma de amor”, revelou. A imortal e crítica literária Gerana Damulakis ainda falou sobre o poema Adormecida, de Castro Alves. A mesa foi coordenada pelo acadêmico João Eurico Matta.

Houve ainda o lançamento de livros de poesia, a exemplo de Fabriqueta de Poemas (Ana Carolina Cruz), Canibalismos (Rita Queiroz), A Chuva e o Labirinto (Érica Azevedo) e Poesia da Língua (Palmira Heine).

Aramis Ribeiro Costa lança livro durante programação do Curso Castro Alves

Como parte da programação do Curso Castro Alves, realizado de 5 a 7 de julho na Academia de Letras da Bahia, o membro benfeitor da instituição literária, Aramis Ribeiro Costa, lançou, nesta quinta-feira (06.07), o livro Fábulas.

A obra, publicada pela editora Kalango, é um relato documental do período em que o autor colaborou para o jornal A Tarde. Ele, inclusive, fez um resgate de 22 ilustrações do cartunista Nikolai Tischenko, responsável por inúmeros desenhos estampados ao longo de anos no periódico baiano. Em 12 anos de A Tarde, Ribeiro Costa escreveu quase duzentas histórias infantis, algumas em capítulos, sendo também colaborador em outras páginas do jornal, com artigos, crônicas, contos e poemas.

 

Mesa redonda destaca importância poética de Castro Alves

O segundo dia do “XII Colóquio de Literatura Baiano do Curso Castro Alves”, realizado nesta quinta-feira (06.07) na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, deu destaque para a mesa redonda “Poesia e vida de Castro Alves – 170 anos”, composta por nomes como Evelina Hoisel, presidente da ALB, e pelas professoras Rita de Cassia Queiroz e Edilene Matos – também imortal -, respectivamente da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Durante a reflexão, a presidente da instituição literária destacou a importância da figura de Castro Alves para a literatura baiana e brasileira. “Castro Alves disseminou na sua vida a imortalidade de suas obras que, independente da época e região, é capaz de acolher o indivíduo nos seus aspectos coletivos”, disse. Para a imortal, mesmo morrendo aos 24 anos, o poeta assegurou um acervo de obras que poucos literários com mais idade construíram.
“A apropriação dos personagens históricos, poéticos, místicos, políticos é o que torna sua escrita atemporal. Seus personagens são facilmente encontrados na atualidade através de sua pluralidade de exemplos. Com isso, é capaz do leitor se encontrar em seus textos, pois o indivíduo se reconhece na sua vasta gama de personagens”, completou.

A mesa homenageou ainda a professora Rita de Cássia Queiroz por sua contribuição no desenvolvimento do colóquio e na difusão da literatura baiana com forma de estudo e conhecimento. “Desde 2006, quando o colóquio foi criado, venho abraçando este projeto. Fico agradecida tanto como professora, quanto como escritora, pois, uma celebração com essa, serve para fomentar, estudar, divulgar e apresentar tanto os trabalhos de antigos autores quanto os de novos escritores da Bahia”, agradeceu.

Recital

Quem também ressaltou a importância do curso foi o ator e o apresentador baiano Jackson Costa que, na oportunidade, recitou poesias de Castro Alves. Logo após a sua apresentação, o artista disse estar realizado em participar de momentos como este. O ator sugere a realização de mais iniciativas como esta promovida pela ALB, que valoriza a literatura baiana. “Salvador é conhecida como capital do carnaval. Porque não ser reconhecida como a capital da literatura? É necessário que ocorra mais eventos como este, já que existem muitos poucos no Brasil. É preciso incentivo da parte do governo, pois, eventos assim, valorizam a cultura do nosso Estado”, destacou.

O Curso Castro Alves é uma parceria entre a Academia de Letras da Bahia e a Pós-Graduação em Estudos Literários da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). As discussões seguem até esta sexta-feira (07.07), com acesso gratuito à população.