Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira

Jorge Amado

Entre os dias 23 a 26 de agosto, será realizado na Academia de Letras da Bahia e na Fundação Casa de Jorge Amado o Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira.

O objetivo do evento é reunir estudiosos da literatura brasileira, em particular, da obra de Jorge Amado, para apresentarem os resultados de seus estudos e de suas pesquisas, oportunizando aos presentes a troca de experiências e a divulgação de novos conhecimentos.

O evento deste ano destaca os 50 anos do livro “Dona Flor e seus dois maridos” que é um dos romances mais conhecidos do escritor Jorge Amado. Publicado pela primeira vez em 1966, foi levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão e foi traduzido em 19 idiomas. Com uma pitada de realismo fantástico, o romance apresenta um universo bem fiel da vida boêmia da Salvador dos anos 40 e traz passagens importantes sobre a culinária tradicional da Bahia, refletindo um grande painel sobre os costumes e o cotidiano da vida baiana.

Neste ano contaremos também com uma homenagem à escritora Zélia Gattai que estaria completando 100 anos de vida. Um dia de palestras será dedicado ao estudo da obra de Zélia.

Assim, as conferências, as palestras e as comunicações poderão abordar obras de Jorge Amado e/ou de autores do século 20 e contemporâneos. Além das conferências e mesas redondas, realizadas às 17h, haverá as sessões de comunicações, das 14h30 às 16h40, nos dias 24 e 25/08, na sede da ALB; lançamento de livros e um encerramento, na sede da FCJA no dia 26 de agosto (sexta-feira).

Informações e inscrições: coloquio.jorgeamado.org.br

Mãe Stella participa do lançamento do documentário Flores Encantadas

No próximo dia 18 de junho (quinta-feira), às 9h30 horas, no auditório do PAF 3, no Campus de Ondina da UFBA, a acadêmica Mãe Stella de Oxóssi, ocupante da cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia, participará como palestrante do lançamento do documentário Flores Encantadas. A produção apresenta o cotidiano do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, integrando o Projeto “Dicionário de Folhas do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá”.

O documentário tem vinte minutos de duração e foi realizado por Alessandra Caramori, Antonello Veneri e Stefano Barbi Cinti, baseado no livro O que as Folhas Cantam (para quem canta folha), de Mãe Stella de Oxóssi e Graziela Domini. Após a exibição do curta, um debate será aberto ao público.

Antonio Torres tomará posse na ALB no próximo dia 21 de maio

O escritor Antonio Torres, autor de clássicos da literatura brasileira, a exemplo dos romances Essa terra, Um táxi para Viena d´Áustria e Meu querido canibal tomará posse na cadeira número 9 da Academia de Letras da Bahia, antes pertencente ao romancista baiano João Ubaldo Ribeiro. Eleito por unanimidade, por seus grandes méritos como um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, Torres será saudado pelo acadêmico, escritor e professor de literatura Aleilton Fonseca.

Nascido em 1940 no povoado do Junco (hoje Sátiro Dias), no sertão da Bahia, Antonio Torres é autor de dezoito títulos, entre romances, contos, crônicas, perfis e memórias. Seus livros já ganharam edições em vários países, a exemplo da França, Espanha, Alemanha, Itália, Holanda, Inglaterra, Argentina, Cuba, Israel e Estados Unidos. Vencedor dos mais importantes prêmios nacionais (Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra; Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura e o Jabuti de 2007, entre outros), o autor foi condecorado, em 1998, pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres por seus livros traduzidos na França.

Antonio Torres é também Imortal da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a Cadeira 23, que tem como fundador Machado de Assis, primeiro Presidente da Academia, e, como patrono, José de Alencar.

Rinaldo de Fernandes lançou romance e pronunciou palestra sobre “Questões da Literatura no Nordeste” na ALB

O escritor Rinaldo de Fernandes, autor de contos e romances premiados, e prestigiado autor de antologias e coletâneas nacionais de contos e ensaios, pronunciou, na quinta-feira, 30 de abril, uma palestra na Academia de Letras da Bahia, sobre o tema “Questões da Literatura no Nordeste”. Abordando questões relativas às temáticas, estilos e tendências dos contistas e romancistas nordestinos contemporâneos, bem como aspectos relativos à recepção desses autores e ao mercado editorial, no Brasil, Rinaldo motivou comentários e observações dos acadêmicos presentes, num clima festivo de confraternização literária que se prolongou com o lançamento do seu novo romance, Romeu na estrada, publicado recentemente pela editora Garamond.

Nascido no Maranhão, mas há muitos anos estabelecido em João Pessoa, na Paraíba, Rinaldo de Fernandes é romancista, contista, ensaísta, antologista e professor universitário. Dentre seus livros mais conhecidos estão O perfume de Roberta (2005) e Rita no pomar (2008), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, objeto de vários estudos universitários no Brasil e no exterior. Rinaldo é também autor do livro de ensaios sobre literatura, Vargas Llosa – um Prêmio Nobel em Canudos (2012), e de diversas coletâneas e antologias nacionais, a exemplo de Chico Buarque do Brasil (2004), Contos cruéis – as narrativas mais violentas da literatura brasileira contemporânea e Quartas histórias – contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa, ambos de 2006.

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O romance Romeu na estrada narra, no seu plano principal, uma noite de viagem de Romeu num ônibus. Nessa viagem o protagonista vai recordando dos dois grandes amores de sua vida, Sofia e Ângela, e da relação dele com os familiares, especialmente com o afetuoso e humorado avô, após ter perdido o pai (a revelação da causa da morte do pai de Romeu é um momento de forte impacto no livro!). Um caso de paixão misterioso, perverso, envolvendo duas pessoas próximas de Romeu e marcando decisivamente o destino do protagonista, é deixado para ser revelado no final. Mais uma vez, como em Rita no pomar, o aplaudido romance anterior de Rinaldo de Fernandes que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2009, que teve um posfácio consagrador do crítico Silviano Santiago, que já caiu em vestibulares e que já foi objeto de vários estudos acadêmicos (entre eles o do Prof. Ravel Giordano Paz, doutor em Literatura Brasileira pela USP, publicado na Remate de males, revista do Departamento de Teoria Literária da UNICAMP), há no desfecho uma peripécia que altera os rumos da história, surpreendendo o leitor.
Romeu é um professor universitário de Música que mora em São Paulo. Um membro importante de sua família foi, nos anos 70, no Recife, um implacável torturador. Um dos capítulos chega a narrar, do ponto de vista do protagonista, o famoso Atentado dos Guararapes, no qual uma bomba foi detonada no dia em que chegaria ao Recife o general Costa e Silva. Por causa da bomba, o general foi obrigado a descer no aeroporto de João Pessoa e seguir por terra para o Recife.

Embora com esse fundo histórico, Romeu na estrada é, antes de tudo, uma dilacerante história de amor. Ou um livro sobre a paixão e suas penúrias. Ou ainda sobre a solidão e seus desassossegos. E lança as questões: Toda traição é igual? Há um tipo de traição pior do que a traição amorosa?
O posfácio de Luciano Rosa, doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ajuda a iluminar elementos importantes deste romance que, se desenvolvendo a partir de dois núcleos principais, tem uma forma fragmentada (“Romeu aos pedaços” foi como a escritora Leila Guenther, primeira leitora, chamou a narrativa). Uma forma fragmentada e muito original: a atraente mas sofrida história de Ângela, paixão da juventude de Romeu, alternando-se, a partir de certo momento, com a de Sofia, amor da maturidade do protagonista, configura uma “narrativa em abismo” (“mise en abyme”), ou seja, uma segunda história posta numa primeira; a história de Ângela espelha, em certos aspectos aos quais o leitor deve ficar atento para melhor capturá-los, os sentidos da história de Sofia, numa articulação sutil e magistral do romancista. Enfim, um romance denso, muito inteligente, incisivo, poético, e que comunica bem – qualquer leitor compreende, em seus pontos principais, o drama pelo qual Romeu passa. Luciano Rosa escreve no posfácio: “Interpolando penúria e estabilidade financeira, vida mambembe e solidez profissional, investimentos amorosos e falências afetivas, aconchego familiar e conluio perverso, a trama alegoriza o que há de aleatório e imponderável em nossas aventuras e desventuras particulares”. E pode atestar a qualidade de Romeu na estrada o entusiasmo do editor Ari Roitman, que é também um dos maiores tradutores de ficção no Brasil, em mensagem ao autor após decidir pela publicação: “Li o romance e adorei!”.

Convite à Abertura do Ano Acadêmico

A Academia de Letras da Bahia, com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, tem a honra de convidar V. Exa. e Exma. família para a sessão especial, compreendendo a seguinte solenidade:

  • Abertura do ano acadêmico.
  • Apresentação do relatório da gestão 2013/2015.
  • Posse da nova Diretoria, 2015/2017.
  • Lançamento da Revista da Academia de Letras da Bahia nº 53.

 

Data: 09 de abril de 2015, quinta-feira, às 18:00 horas.
Local: Palacete Góes Calmon, Avenida Joana Angélica, 198, Nazaré.

 

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Cyro de Mattos lança Os ventos gemedores em São Paulo

O lançamento do primeiro romance de Cyro de Mattos pela Letra Selvagem ocorreu no dia 12, na Casa das Rosas. Além de Os ventos gemedores, foram lançados também os livros Uma garça no asfalto, de Clauder Arcanjo (crônica) eRainhas da antiguidade: sedução e majestade, de Dirce Lorimier Fernandes (biografia).

Abrindo o evento, o escritor, jornalista e professor Joaquim Maria Botelho, presidente da União Brasileira de Escritores (SP),apresentou os três autores ao público presente.Com Os ventos gemedores, o escritor Cyro de Mattos alcança a marca de 51 livros publicados, durante quase cinqüenta anos dedicados à vida literária.

 

O Romance e Seu Autor

Nesse romance de ritmo ágil, o leitor irá escutar a fúria de ventos compulsivos, que assim abalam e deixam-nos perplexos, de tal sorte os gestos de criaturas primitivas, de anseios tão densos e chocantes, em meio a situações de desespero.

Nos episódios de Os Ventos Gemedores latejam brutalidades dum homem sedento e faminto pelos domínios da terra, que avilta outros homens indefesos com seu egoísmo impiedoso. Na mensagem que se expressa no texto vigoroso, revestido de brasilidade e humanismo, emerge uma fabulação interior que confere vida psíquica aos personagens, não apenas como tipos interessantes, agentes populares desempenhando seu papel no cenário dos conflitos sociais. Nesses personagens primitivos, sabe o autor imprimir, como poucos, uma dimensão interior enraizada na explosão dos dramas e das misérias coletivas. No que toca a este jogo psíquico e o drama, como observa o crítico Cid Seixas, doutor em Letras pela USP (Universidade de São Paulo), em comentário ao livro Berro de Fogo e outras histórias: “Quando um destes personagens se deixa surpreender na intimidade da vida é que se percebem os desvãos da sua alma”.

Cyro de Mattos nasceu em Itabuna, cidade do sul da Bahia, em 31 de janeiro de 1939. Diplomado em advocacia pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em 1962. Advogado e jornalista com passagem na imprensa do Rio de Janeiro, onde foi redator do “Diário de Notícias”, “Jornal do Comércio” e “O Jornal”.

Contista, poeta, cronista, novelista, ensaísta, autor de livros infantis, organizador de antologia, Cyro de Mattospossui inúmeros prêmios literários, entre eles, o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, concedido pela Academia Brasileira de Letras para o livro Os Brabos; Prêmio Jabuti (menção honrosa) para Os Recuados; Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) para O Menino Camelô, poesia infantil, e com o Cancioneiro do Cacau, conquistou o Prêmio Nacional Ribeiro Couto da União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro, e o Segundo Prêmio Internacional de Poesia MaestraleMarengo d’Oro, Gênova, Itália. O nome de Cyro de Mattos figura em obras como Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Dicionário Literário Brasileiro, de Raimundo de Menezes, Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, Literatura e Linguagem, de Nelly Novaes Coelho, Navegação de Cabotagem, de Jorge Amado, Bibliografia Crítica do Conto Brasileiro, de Celuta Moreira Gomes e Theresa da Silva Aguiar, e Enciclopédia Barsa. Sua obra vem recebendo estudos nas universidades. Participou como convidado do III Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, Portugal, em 1998. Da Feira Internacional do Livro de Frankfurt em 2010 quando autografou a antologia poética Zwanzigvon Rio undandereGedichte, publicada pela Projekte-Verlag, de Halle, com tradução de  Curt Meyer Clason. E do XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos da Fundação Cultural de Salamanca, Espanha, em 2013. Possui livros pessoais publicados em Portugal, França, Alemanha e Itália. Seus contos e poemas participam de mais de 50 antologias, no Brasil e exterior. Pertence à Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de ilhéus e Academia de letras de Itabuna. É Membro Titular do Pen Clube do Brasil.