ALB homenageia centenário de Jorge Calmon

O jornalista Jorge Calmon será homenageado no próximo dia 9 de julho (quinta-feira) pela Academia de Letras da Bahia, instituição que presidiu no biênio 1977-1979. Na ocasião, a ALB realizará uma sessão especial em comemoração ao centenário de nascimento deste que foi um dos maiores nomes da imprensa baiana.

Jorge Calmou tomou posse na ALB em 1965, falecendo em 2006.  Durante estes longos anos, ele colaborou de forma decisiva para a construção da história da ALB. Foi graças à sua prestigiosa atuação junto ao governo do Estado da Bahia que o Solar Góes Calmon foi doado à ALB, transformando-se na nova sede da instituição, que anteriormente funcionava em um casarão no Terreiro de Jesus. No sentido de ampliar a biblioteca da ALB, Jorge Calmon desenvolveu gestões junto a instituições do Estado, como a Associação Comercial da Bahia, Associação Baiana de Imprensa e Secretaria de Educação e Cultura, obtendo recursos para a construção do pavilhão da Biblioteca, que hoje tem o seu nome. Instituiu também o Curso Castro Alves, em 1977, que persiste ainda hoje no calendário das atividades da ALB. Como reconhecimento de sua atuação, a ALB, em 1986, outorgou-lhe o título de sócio benfeitor.

O discurso de homenagem será proferido pelo jornalista e acadêmico Samuel Celestino, atual ocupante da cadeira número 23, que pertenceu a Jorge Calmon. A cerimônia terá início às 18 horas, na sede da Academia, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré. O evento é aberto ao público.

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Sobre o autor:

Jorge Calmon Moniz de Bittencourt nasceu em 7 de julho de 1915, em Salvador (BA), filho do casal Pedro Calmon Freire de Bittencourt e Maria Romana Moniz de Aragão Calmon de Bittencourt, irmão do conhecido historiador Pedro Calmon. Bacharel em Direito, exerceu diversos cargos de natureza cultural, educacional e política. Foi diretor da Biblioteca Pública da Bahia, Diretor-Geral do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, Secretário do Interior e Justiça, Ministro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, deputado à Assembleia Constituinte (1947). Na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, foi professor titular de História da América, tornando-se, mais tarde, Professor Emérito desta instituição. Ingressou no jornalismo em 1930, tendo papel atuante como repórter, redator-chefe e diretor geral do Jornal A Tarde, onde dedicou-se por mais de 60 anos. Foi presidente da Associação Baiana de Imprensa, tornando-se sócio benemérito. Foi sócio e presidente de honra do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), membro da Santa Casa de Misericórdia, diretor da Associação Comercial da Bahia (ACB), presidente do conselho administrativo da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (Acbeu), membro das irmandades religiosas de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Conceição e de várias outras instituições. Foi eleito para a Academia de Letras da Bahia em 16 de março de 1965. Tomou posse na cadeira de número 23, em 7 de julho deste mesmo ano, sendo saudado por Heitor Praguer Fróes, sendo o ultimo ocupante o médico João Américo Garcez Fróes. Foi presidente da ALB entre os anos de 1979 à 1981. Recebeu o título de acadêmico benfeitor em sessão solene de 7 de março de 1986, pelos relevantes serviços prestados à Academia de Letras da Bahia. Posteriormente, respectivamente nas décadas de 1990 e 2010, foi homenageado com a instalação do pavilhão Jorge Calmon da biblioteca da ALB e de um busto nos jardins internos da Academia. Publicou diversas obras entre livros, artigos e discursos.

Fonte: Arquivo da ALB/ Historiador – Bruno Lopes do Rosário

Centenário de José Calasans será celebrado na ALB

A Academia de Letras da Bahia homenageará o professor e historiador José Calasans Brandão da Silva na data em que o acadêmico completaria 100 anos, no próximo dia 14 de julho (terça-feira). A sessão especial dedicada ao seu centenário (1915-2001) acontecerá na sede da instituição, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré, às 18 horas.  Na ocasião, a saudação ao homenageado será proferida pelo acadêmico Edivaldo M. Boaventura.

O Professor e Pesquisador José Calasans destacou-se na sua trajetória intelectual por ter lançado um novo enfoque para os estudos sobre Canudos. A sua pesquisa valorizou a vertente oral, possibilitando a manifestação dos atores do conflito, na voz dos sobreviventes do massacre. Além dos estudos canudianos, deixou uma vasta produção que envolve a abordagem de temas da religiosidade indígena, estudos folclóricos  e perfis biográficos de personalidades baianas  e sergipanas. Exerceu a docência em várias instituições da Bahia e de Sergipe, orientando diversas dissertações e teses, proferindo palestras e conferências.

A solenidade da Academia de Letras da Bahia marca o início das diversas atividades comemorativas do centenário do intelectual José Calasans, uma promoção que envolve várias instituições da Bahia onde ele exerceu uma profícua atividade intelectual: Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Universidade Católica do Salvador, Museu  Eugênio Teixeira Leal,  Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e Academia de Letras da Bahia. O imortal José Calasans faleceu em 2001, aos 85 anos, em plena atividade intelectual. Ele ocupou a cadeira nº 28 da ALB.  O evento é aberto ao público.

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Sobre o autor:

José Calasans Brandão da Silva nasceu em 14 de julho de 1915 em Aracaju (SE), filho de Irineu Ferreira da Silva e Noemi Brandão da Silva. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia (1937), tornou-se docente-livre de História do Brasil da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia. José Calasans atuou em diversas atividades no âmbito da cultura. Foi delegado do Serviço do patrimônio Histórico Artístico Nacional em Sergipe, delegado do SENAC em Sergipe e também na Bahia, foi professor catedrático de História Moderna e Contemporânea da Faculdade de Filosofia da Bahia. Na UFBA, foi vice-diretor da Faculdade de Filosofia, professor adjunto de Antropologia, chefe do Departamento de História entre os anos de 1968 a 1984. Foi Diretor da Faculdade de Filosofia e Vice-Reitor da Universidade Federal da Bahia (1980-1984). José Calasans foi sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, do qual foi também vice-presidente, presidiu o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, sócio correspondente da Academia Sergipana de Letras, dirigiu o Centro de Estudos Baianos (UFBA), o Instituto Genealógico da Bahia, além de sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Representou a UFBA em diversas oportunidades. Presidiu o III Congresso Brasileiro de Folclore em 1947. Foi eleito para a Academia de Letras da Bahia em 27 de setembro de 1962. Tomou posse na cadeira de número 28, em 11 de novembro de 1963, sendo saudado por Francisco Peixoto de Magalhães Neto, sendo o ultimo ocupante o bacharel em direito e político, Homero Pires. Foi presidente da ALB entre os anos de 1971-1972. Publicou numerosos artigos sobre história em instituições especializadas. Profundo conhecedor de Canudos, tema central de seus estudos, pesquisou sobre Antonio Conselheiro e outros assuntos relacionados aos sertões. Recentemente foi homenageado pela Academia de Letras da Bahia com a restauração de uma tela em óleo que se encontra exposta na ALB, bem como exposição de medalhas, títulos e condecorações doadas por sua filha Maria Madalena Calasans.

Fonte: Arquivo da ALB/ Historiador – Bruno Lopes do Rosário

Homenagem ao centenário de Oldegar Franco Vieira

A homenagem feita pela Academia de Letras da Bahia pelo centenário de nascimento do poeta, professor e jurista Oldegar Franco Vieira, que foi titular da Cadeira de nº 11, foi marcada por cânticos e declarações poéticas de amigos e familiares daquele que foi um dos maiores nomes do Haikai – modalidade japonesa de poema sintético marcada pela concisão e objetividade – no país. A solenidade foi realizada no último dia 18 de junho (quinta-feira), na sede da instituição, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré.

A oradora da noite foi a etnolinguista Yeda Pessoa de Castro, sua sucessora na Cadeira de nº 11 da ALB. Em seu depoimento, a confrade enalteceu a carreira intelectual do amigo e renomado estudioso do universo literário. “Não haveria tempo para descrever aqui as inúmeras atividades que notabilizaram esse emérito acadêmico. Simpático, sereno e modesto, como compete a todos os sábios, foi como poeta que ele plantou sua plena realização: o seu papel de haicaista da literatura brasileira”, exaltou ela, ao ouvir da neta do poeta um dos trechos do livro Folhas de Chá, onde Vieira apresenta ao público a poesia Haikai.

Também presente à reunião, o filho de Oldegar Franco Vieira, o jornalista Fernando Tolentino Vieira, relembrou como a leitura ensinada pelo pai ajudou na consolidação da família. “Fomos privilegiados pelo berço que nos foi atribuído. Nascemos e crescemos em uma casa de cultura, fé e compromisso. Ler ainda adolescente autores consagrados da literatura nos atribuiu privilégios”, disse.

O acadêmico Edivaldo Boaventura, ocupante da Cadeira nº 39, disse ver na figura de Oldegar Franco Vieira um intelectual. “Era um gregário por excelência. Um aspecto nele sempre me chamou a atenção: o seu amor à cultura…Foi um dos pioneiros do Direito. Esse é um momento de evocação. Agradecemos, acima de tudo, por termos tido Oldegar por suas grandes qualidades e inquietação intelectual”, frisou.

Sobre Oldegar Franco Vieira

Formado em Direito, Oldegar Franco Vieira foi autor de várias obras literárias. Profissionalmente, aposentou-se como procurador do Estado da Bahia e professor emérito da Universidade Federal da Bahia. Foi também fundador e diretor da Escola Superior de Estatística da Bahia. Faleceu em novembro de 2006, aos 91 anos.

Mãe Stella participa do lançamento do documentário Flores Encantadas

No próximo dia 18 de junho (quinta-feira), às 9h30 horas, no auditório do PAF 3, no Campus de Ondina da UFBA, a acadêmica Mãe Stella de Oxóssi, ocupante da cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia, participará como palestrante do lançamento do documentário Flores Encantadas. A produção apresenta o cotidiano do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, integrando o Projeto “Dicionário de Folhas do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá”.

O documentário tem vinte minutos de duração e foi realizado por Alessandra Caramori, Antonello Veneri e Stefano Barbi Cinti, baseado no livro O que as Folhas Cantam (para quem canta folha), de Mãe Stella de Oxóssi e Graziela Domini. Após a exibição do curta, um debate será aberto ao público.

Acadêmicos destacam trajetória de Consuelo Pondé de Sena

Os membros da Academia de Letras da Bahia realizaram ontem (11.06), na sede da instituição, no bairro de Nazaré, a sessão regimental com depoimentos saudosos sobre a acadêmica e historiadora Consuelo Pondé de Sena, falecida no último dia 14 de maio, aos 81 anos.

Ocupante desde 2002 da cadeira nº 28 da ALB, Consuelo Pondé de Sena destacou-se em seus estudos sobre a Língua Tupi e a Etnologia Geral e do Brasil. Atualmente, presidia, pelo quinto mandato, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB. Colaborou também durante muitos anos com os jornais Tribuna da Bahia e A Tarde.

Com inúmeros trabalhos publicados, é autora de livros como a‘Trajetória Histórica de Juazeiro, em colaboração com Angelina Garcez (1992); Cortes no Tempo (crônicas),da Fundação Cultural do Estado da Bahia / Memorial das Letras, 1997; A Hidranja Azul e o Cravo Vermelho(crônicas),SCT/SUDECULT, 2002; Bernardino de Souza: vida e obra, Quarteto Editora, 2010; e No Insondável Tempo, (crônicas).

Em seus depoimentos, os acadêmicos foram unânimes em destacar e exaltar a vigorosa e exuberante atuação intelectual de Consuelo Pondé de Sena, a quem intitularam como a “grande dama da Bahia”, pelo seu dedicado trabalho de valorização da história e da memória cultural do Estado da Bahia.

Estiveram presentes à sessão a filha de Consuelo Pondé Sena, Maria Luiza Pondé de Sena, assim como os irmãos Pedro e Solange Pondé, a cunhada Edla Angeline e o sobrinho-neto Leonardo Fraga Sena. Funcionários do IGHB também compareceram à cerimônia.

Acadêmicos participam de bate-papo sobre literatura

Os acadêmicos Aleilton Fonseca, Gláucia Lemos, Luís Antonio Cajazeira Ramos, Myriam Fraga, e as escritoras  Gerana Damulakis e Nadja Nunes participam, no próximo dia 5 de junho (sexta-feira), de um bate-papo sobre literatura. A mesa intitulada “A mão que escreve em português – Encontro com escritores”, integra a exposição “História da Língua Portuguesa”, no Espaço da Língua Portuguesa, no 3º piso do Shopping da Bahia (antigo Shopping Iguatemi). O início do debate será às 17 horas, com entrada franca.

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Sessão especial homenageia Oldegar Franco Vieira

A Academia de Letras da Bahia – ALB realiza no próximo dia 18 de junho (quinta-feira), às 18 horas, uma ‘Sessão Especial’ em homenagem ao centenário de nascimento do poeta, professor e jurista Oldegar Franco Vieira, que foi titular da Cadeira de nº 11. A oradora será a também acadêmica Yeda Pessoa de Castro. A homenagem acontecerá na sede da ALB, no Palacete Goés Calmon, em Nazaré.

Sobre Oldegar Franco Vieira

Formou-se em Direito, tendo sido autor de várias obras literárias. Foi o segundo brasileiro a publicar a famosa poesia Haikai – modalidade japonesa de poema sintético -, se tornando o maior haicaista do Brasil. Profissionalmente, aposentou-se como procurador do Estado da Bahia e professor da Universidade Federal da Bahia. Foi também diretor da Escola Superior de Estatística da Bahia. Faleceu em novembro de 2006, aos 91 anos.

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