Paulo Costa Lima é o entrevista da revista TeMA

O imortal da Academia de Letras da Bahia, Paulo Costa Lima, compositor e professor da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (Ufba), foi o entrevistado da última edição do boletim informativo da Associação Brasileira de Teoria e Análise Musical (TeMA). A compositora baiana Ilza Nogueira, presidente da TeMA, foi a responsável por conduzir a entrevista que, dentre os assuntos, discutiu a pedagogia da teoria e da análise musical.

 

 

 

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Morre o poeta Clóvis Lima

A Academia de Letras da Bahia decretou três dias de luto pela morte do acadêmico e poeta Clóvis Lima, falecido na manhã desta terça-feira (22.03), aos 102 anos, no Hospital Teresa de Lisieux. A ALB lamenta profundamente o falecimento desse expoente literário baiano, ao tempo que aguarda informações dos familiares sobre o horário da cremação.

Nascido na cidade de Vitória da Conquista, interior da Bahia, o autor de Poesia Avulsa integrou a Ala das Letras e das Artes de Conquista, uma seção regional da famosa Ala das Letras e das Artes existente em Salvador, fundada por Carlos Chiacchio. Colaborou também durante alguns anos com o jornal A Tarde, onde publicava crônicas e poemas na página literária, e também com as revistas A Luva, da Bahia, e O Malho, do Rio de Janeiro. Avesso a publicar em livro, teve, em 1975, alguns de seus poemas, traduções do francês e versões de poemas para essa língua, reunidos num volume organizado por Antônio Loureiro de Souza, intitulado A poesia de Clóvis Lima.

Sua produção poética encontra-se, em grande parte, publicada nos diversos números da Revista da Academia de Letras da Bahia, instituição que integrava desde 1980, na posse da Cadeira nº 22.

Acadêmico João Eurico Matta recebe homenagens pelos seus 80 anos

Em homenagem aos 80 anos do acadêmico João Eurico Matta, celebrado no último mês de julho, os imortais da Academia de Letras da Bahia Cyro de Mattos e João Carlos Teixeira Gomes agraciaram o professor, que ocupa a Cadeira nº 16, com textos que descrevem a vida deste renomado intelectual. João Eurico Matta tomou posse na ALB em maio de 1989, ocupando a vaga que era do famoso jurista Orlando Gomes dos Santos, falecido no ano anterior.

Confira abaixo as homenagens:

Sobre João Eurico Matta

João Eurico Matta, filho dos nazarenos Edgard Matta – advogado criminalista e Professor Emérito de Ciências Econômicas da UFBA – e Eunice Tavares Freire Matta, nascido em Salvador, em 16 de julho de 1935. Professor universitário da disciplina Literatura Contemporânea, no curso superior de Biblioteconomia e Documentação, desde março de 1959 até julho de 1960, na então Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia – UFBA; de disciplinas do bacharelado em Administração, na Escola de Administração da UFBA, desde julho de 1962 até 1992; de disciplinas do bacharelado em Administração de Empresas, na Escola de Administração de Empresas da Universidade Católica do Salvador – UCSal, desde março de 1976. Aposentou-se da UFBA em 1992, com 38 anos de serviço público no magistério – pois contava tempo desde 1954, ano em que começou carreira como professor do ensino médio de Língua Portuguesa e Literatura, mediante aprovação em dois concursos públicos, a saber: 1) em 1954, provas escrita, oral e didática, perante banca examinadora constituída de três catedráticos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade da Bahia (no caso, os professores Hélio Simões, Raul Batista de Almeida e Heitor Dias), do então chamado exame de suficiência para registro no magistério secundário, promovido pela na ocasião Inspetoria Seccional do Ministério da Educação e Cultura na Bahia; e 2)  em 1955, concurso para ingresso no magistério secundário no Colégio Estadual da Bahia, promovido pela Secretaria de Estado da Educação e Cultura .

Fonte: Academia de Letras da Bahia

Escritora argentina se torna primeira mulher sul-americana a tomar posse na ALB como membro correspondente

A escritora argentina María Felisa Pugliese se tornou a primeira mulher sul-americana a tomar posse na Academia de Letras da Bahia como membro correspondente. A solenidade aconteceu na última segunda-feira (10.08), na sede da ALB, no bairro de Nazaré, e contou com a presença de diversas autoridades do universo das letras.

Professora da Universidad de Luján, em Buenos Aires, e autora de livros como De uno y outro lado; Esquirlas; e Voces como Furias, ela destacou a importância de integrar esta imponente casa de cultura do Estado. “Me honra fazer parte de uma instituição que, desde 1917, dedica-se ao cultivo da língua e da literatura nacional, destacando a memória cultural baiana, e estimulando as manifestações nas áreas das ciências e artes”, disse.

O acadêmico Aleilton Fonseca, ocupante da Cadeira nº 20, e responsável pela saudação à Felisa Pugliese, enobreceu o trabalho da literária. “Ela tem revelado um grande interesse pelos estudos da produção dos escritores baianos. É empenhada, produtiva, e, em seus textos, engrandece não só a cultura brasileira, mas também a literatura baiana, contribuindo para a sua expansão em terras estrangeiras”, expressou.

A presidente da Academia de Letras da Bahia, Evelina Hoisel, ressaltou o papel do sócio correspondente para a ALB. “É uma responsabilidade. A literatura, para quem escreve, traz a responsabilidade perante a linguagem e palavra. Esse momento é importante, pois celebramos a relação entre culturas, literaturas e pessoas”, exprimiu.

Sobre a escritora

María Felisa Pugliese é escritora e professora da Universidad de Luján, em Buenos Aires. Publicou livros como De uno y outro lado; Esquirlas; Voces como Furias; entre outras publicações. Possui ensaios em jornais, revistas e sites.

 

Presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras visita ALB

Em meio as comemorações do centenário do poeta, professor e jurista Oldegar Franco Vieira (1915-2006), na última quinta-feira (18.06), a Academia de Letras da Bahia recebeu em sua sede, no bairro de Nazaré, a visita do atual presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras, o advogado Diógenes da Cunha Lima. Essa foi a primeira vez que o confrade esteve no Palacete Góes Calmon.

Na oportunidade, o acadêmico falou sobre a importância da parceria entre ambas as Academias. “A meu ver, o Brasil é um grande arquipélago cultural. Somos ilhas. Ou seja, o que se faz no Rio Grande do Norte não se sabe na Bahia ou em qualquer outro estado. O que se faz na Bahia não se conhece no resto do Brasil. Somente fica centralizado no Rio de Janeiro ou São Paulo. Às vezes, em Brasília. Então, essa experiência de estar aqui é extraordinária. Carrego daqui a melhor das impressões, porque a ALB  é uma academia notável do Brasil.”, disse.

 

Nova edição da Revista da Academia já está disponível

Durante a abertura do ano acadêmico da Academia de Letras da Bahia, no último dia 9 de abril, foi lançado o número 53 da Revista da Academia, edição impressa e digital, reunindo artigos, ensaios, poemas, contos, crônicas e discursos de acadêmicos e autores convidados.

A versão digital da publicação encontra-se para download gratuito no site da instituição. Já a versão impressa pode ser adquirida na sede da ALB, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré.

Faça download da revista edição nº 53: Clique aqui

Simpósio Internacional marca os 100 anos da Revista Orpheu

Em uma promoção conjunta da Cátedra Fidelino de Figueiredo/Universidade do Estado da Bahia – UNEB, do Consulado de Portugal em Salvador e do Instituto Camões, em parceria com a Universidade Federal da Bahia, a Academia de Letras da Bahia, a Fundação Casa de Jorge Amado, o Jornal A Tarde, realizou-se,  nos dias 8 e 9 de junho, o ‘Simpósio Internacional de 100 anos da Revista Orpheu: Fernando Pessoa e as Poéticas da Modernidade’.  A vice-presidente da Academia de Letras da Bahia – ALB, Myriam Fraga, participou da mesa de abertura, realizada no Gabinete Português de Leitura, no bairro da Piedade.

O evento reuniu professores, pesquisadores e discentes do curso de Letras motivados a compartilhar e a aprofundar investigações e saberes a respeito de autores do modernismo lusitano, com ênfase em ensino, pesquisa e extensão na área da cultura e literatura portuguesas. A revista Orpheu foi lançada em 1915, teve apenas dois números publicados, mas marcou o início do modernismo em Portugal.