Antônio Brasileiro, imortal e universal

Matéria publicada no Jornal A Tarde (BA) em 05/06/2010

Foto: Jornal A Tarde

Foto: Jornal A Tarde

 

 

 

Contraditório como é toda a modernidade, assim é o poeta Antonio Brasileiro, que no próximo dia 10, toma posse na Academia de Letras da Bahia (ALB). Poeta de muitas faces e homem de muitas artes, apresenta na sua obra poética uma reflexão lírico filosófica acerca de um dos motivos literários mais cantados na literatura ocidental: o desconcerto do mundo.

O poeta explora em sua poesia a tentativa vã de compreender a dinâmica do mundo.

Daí a marca da meta linguagem na obra do autor. Ele sabe que a contribuição do artista para os homens comuns é justamente a sua obra, ainda que incompreendida, ainda que seja um pobre elefante, ainda que seja “inútil a poesia”.

Cosmologia do mundo O poeta se sabe gauche, se sabe deslocado das engrenagens vigentes.

Porém, como não mais habita o Parnaso, ele convive com os outros homens, mas não como os outros homens, as diferenças são divisores de água, ainda que imperceptíveis, como diz nos versos poema Divisor de Águas: “Prezados senhores, somos todos da mesma cepa se vistos de binóculos ./ Mas não somos os mesmos. / Eu, com meus poemas indecifráveis / vós, com vossas gravatas coloridas” (ver destaque).

Brasileiro constrói de forma suave uma espécie de cosmologia do mundo moderno, com gos”. A poesia ergue sua taça.

Antonio Brasileiro Borges, ou simplesmente, Brasileiro. Poeta, prosador, pintor, professor doutor de Teoria da Literatura na Universidade Estadual de Feira de Santana, editor e ensaísta.

Nasceu em 1944, em Rui Barbosa, onde viveu até 1955 quando se transferiu para Salvador.

Desde 1972 vive em Feira de Santana. Terra onde fincou suas raízes e produz seus frutos.

Casado com a artista plástica Nanja, com quem formou o seu rico mosaico, é pai de três filhos e avô do pequeno Guilherme, seu novo amor.

Cadeira 21 Na ALB, ele se sentará justamente na cadeira 21, antes ocupada por Jorge Amado e Zélia Gattai, coincidentemente, outro cúmplice casal de artistas. Além de fazendeiro do ar é também fazendeiro da terra, pois, por estranho que pareça, ele é proprietário de uma fazenda no Acre. Epicurista convicto, jogador de tênis, faz caminhadas diárias e sempre reúne os amigos para longas tertúlias.

Aliás, seus amigos são o seu verdadeiro patrimônio, em torno deles, criou o Grupo Hera,um movimento poético dos mais significativos da literatura baiana, a nossa Geração 70, com nomes como Roberval Pereyr, Juraci Dorea e Leni David, fiéis companheiros de caminhada na tarefa de “Recitar um homem perante os outros homens”.

Brasileiro não criou heterônimos, mas pode se orgulhar de ter participado da formação de vários escritores baianos, tanto seus contemporâneos quanto jovens poetas, que circulam em torno de sua influência, uma prova de que sua Hera continua fértil.

Autor de 25 obras, entre elas Caronte (1995), Antologia poética (1996), A história do gato (1997), Dainutilidade da poesia (2002) e Poemas reunidos (2005), é considerado um dos mais importantes poetas da Bahia.

Seu reconhecimento é notório pela crítica especializada.

Sua poesia, hoje, é alvo de estudos de graduação e pós-graduação por todo o País.

Na ocasião de sua eleição,em agosto de 2009, muitos foram os elogios à sua chegada na casa dos imortais baianos: “Ele contribui para a riqueza desta casa”, comentou José Carlos Capinam.

Para Aleilton Fonseca, “a ALB acolhe um dos melhores segmentos da poesia baiana, além de marcar a presença de Feira de Santana, berço de tantos poetas, nessa instituição”.

ALANA FREITAS É DOUTORA EM TEORIAS CRÍTICAS DA LITERATURA

Antônio Brasileiro, imortal e universal

Matéria publicada no Jornal A Tarde (BA) em 05/06/2010

Foto: Jornal A Tarde

Foto: Jornal A Tarde

 

 

 

Contraditório como é toda a modernidade, assim é o poeta Antonio Brasileiro, que no próximo dia 10, toma posse na Academia de Letras da Bahia (ALB). Poeta de muitas faces e homem de muitas artes, apresenta na sua obra poética uma reflexão lírico filosófica acerca de um dos motivos literários mais cantados na literatura ocidental: o desconcerto do mundo.

O poeta explora em sua poesia a tentativa vã de compreender a dinâmica do mundo.

Daí a marca da meta linguagem na obra do autor. Ele sabe que a contribuição do artista para os homens comuns é justamente a sua obra, ainda que incompreendida, ainda que seja um pobre elefante, ainda que seja “inútil a poesia”.

Cosmologia do mundo O poeta se sabe gauche, se sabe deslocado das engrenagens vigentes.

Porém, como não mais habita o Parnaso, ele convive com os outros homens, mas não como os outros homens, as diferenças são divisores de água, ainda que imperceptíveis, como diz nos versos poema Divisor de Águas: “Prezados senhores, somos todos da mesma cepa se vistos de binóculos ./ Mas não somos os mesmos. / Eu, com meus poemas indecifráveis / vós, com vossas gravatas coloridas” (ver destaque).

Brasileiro constrói de forma suave uma espécie de cosmologia do mundo moderno, com gos”. A poesia ergue sua taça.

Antonio Brasileiro Borges, ou simplesmente, Brasileiro. Poeta, prosador, pintor, professor doutor de Teoria da Literatura na Universidade Estadual de Feira de Santana, editor e ensaísta.

Nasceu em 1944, em Rui Barbosa, onde viveu até 1955 quando se transferiu para Salvador.

Desde 1972 vive em Feira de Santana. Terra onde fincou suas raízes e produz seus frutos.

Casado com a artista plástica Nanja, com quem formou o seu rico mosaico, é pai de três filhos e avô do pequeno Guilherme, seu novo amor.

Cadeira 21 Na ALB, ele se sentará justamente na cadeira 21, antes ocupada por Jorge Amado e Zélia Gattai, coincidentemente, outro cúmplice casal de artistas. Além de fazendeiro do ar é também fazendeiro da terra, pois, por estranho que pareça, ele é proprietário de uma fazenda no Acre. Epicurista convicto, jogador de tênis, faz caminhadas diárias e sempre reúne os amigos para longas tertúlias.

Aliás, seus amigos são o seu verdadeiro patrimônio, em torno deles, criou o Grupo Hera,um movimento poético dos mais significativos da literatura baiana, a nossa Geração 70, com nomes como Roberval Pereyr, Juraci Dorea e Leni David, fiéis companheiros de caminhada na tarefa de “Recitar um homem perante os outros homens”.

Brasileiro não criou heterônimos, mas pode se orgulhar de ter participado da formação de vários escritores baianos, tanto seus contemporâneos quanto jovens poetas, que circulam em torno de sua influência, uma prova de que sua Hera continua fértil.

Autor de 25 obras, entre elas Caronte (1995), Antologia poética (1996), A história do gato (1997), Dainutilidade da poesia (2002) e Poemas reunidos (2005), é considerado um dos mais importantes poetas da Bahia.

Seu reconhecimento é notório pela crítica especializada.

Sua poesia, hoje, é alvo de estudos de graduação e pós-graduação por todo o País.

Na ocasião de sua eleição,em agosto de 2009, muitos foram os elogios à sua chegada na casa dos imortais baianos: “Ele contribui para a riqueza desta casa”, comentou José Carlos Capinam.

Para Aleilton Fonseca, “a ALB acolhe um dos melhores segmentos da poesia baiana, além de marcar a presença de Feira de Santana, berço de tantos poetas, nessa instituição”.

ALANA FREITAS É DOUTORA EM TEORIAS CRÍTICAS DA LITERATURA

Mulheres e Peixes – Uma homenagem a Xavier Marques

Em evento de homenagem ao imortal Xavier Marques no dia 26/05/2010, a Academia de Letras da Bahia recebeu a visita do Exército Brasileiro (6a. Região Militar) que se apresentou executando o Hino Nacional e também música instrumental – Memória a Xavier Marques – composta pelo neto do imortal, o maestro Celso Xavier Marques.

A parceria do evento foi realizada com a Fundação Pedro Calmon sob o Seminário Novas Letras. As palestrantes foram as professoras Gal Meirelles, Rosana Patrício e Denise Gomes Dias.

Durante a ocasião foi lançado o livro Jana e Joel de Xavier Marques da Fundação Pedro Calmon e UEFS Editora. O evento ainda contou com o apoio da Secretaria de Cultura do Governo da Bahia.

Mulheres e Peixes - Uma homenagem a Xavier Marques