Acadêmico Joaci Góes é homenageado na Assembléia Legislativa da Bahia com a Medalha Dois de Julho

Foto: MPBA

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A solenidade de entrega da Comenda Dois de Julho ao empresário, escritor, jornalista e político Joaci Góes foi uma cerimônia representativa. O plenário Orlando Spínola lotou com mais de 300 convidados. Amigos, colegas, colaboradores, correligionários e familiares do homenageado. Na mesa de honra, além do presidente Marcelo Nilo, dona Lídice Góes, o representante do governador Jaques Wagner, secretário Fernando Schmidt, o ex-governador Roberto Santos, os secretários Nestor Duarte e Domingos Leonelli, além do procurador Geral de Justiça, Wellington Lima e Silva, os presidentes da ABI, Walter Pinheiro, e da Academia de Letras, Aramis Ribeiro Costa, e o cônsul de Portugal, João Lomba.

No plenário, os dois filhos, Alex Góes e Joaci Filho, seus netos, os irmãos Jefferson, Jolival e Jacira. Os trabalhos foram abertos às 15h30, sendo constituída uma comissão integrada pelos deputados Paulo Azi (DEM), Maria del Carmen (PT) e Aderbal Caldas (PP) que conduziu Joaci Góes do Salão Nobre à sala das sessões, onde foi aplaudido de pé. Em seguida houve a execução do Hino Nacional Brasileiro, pelo coral do Legislativo, conduzido pelo maestro Cícero Alves. Impossibilitado de comparecer, em telefonema ao deputado Marcelo Nilo, o governador Jaques Wagner congratulou-se com o homenageado.

Coube ao presidente da Assembleia fazer a saudação inicial ao agraciado com a Medalha Dois de Julho em nome da Mesa Diretora da Casa, autora da proposição que lhe conferiu a honraria. O deputado Marcelo Nilo fez um breve resumo da “rica” biografia do “amigo Joaci Fonseca de Góes, desde o nascimento na zona rural de Ipirá, quinto dos sete filhos do casal Mariana Fonseca de Góes e o João de Souza Góes. Registrou a inteligência, a militância estudantil que proporcionou um encontro com o presidente John Kennedy em Washington, e a sua vitoriosa carreira empresarial, presente em ramos como a construção civil, incorporação, pedreiras, construção de estradas, energia elétrica (em Rondônia), jornalismo, estradas e até no segmento financeiro, através do banco Agrimisa.

Citou obras (prédios, viadutos e avenidas) construídos em Salvador que mudaram – para melhor – a cidade e o pioneirismo de seus investimentos no Litoral Norte, nome criado por ele. O deputado Marcelo Nilo registrou que deve ao convívio com Joaci Góes ter aprendido a ser paciente na política, como deve aos contatos com o ex-governador Roberto Santos e ao saudoso senador Jutahy Magalhães ter compreendido a importância da coerência e do cumprimento dos compromissos. Do governador Jaques Wagner ele assimilou a necessidade de ouvir os contrários e do pai, falecido no ano passado, a importância da lealdade. Encerrou parabenizando a Casa pela unanimidade obtida na concessão da Medalha – e convidou os filhos, Alex e Joaci, dona Lídice, e os netos do homenageado para entregar-lhe a comenda.

No agradecimento, o jornalista, acadêmico e empresário Joaci Fonseca de Góes dirigiu palavras de carinho e gentileza para todos os integrantes da Mesa, e fez uma profissão de fé em defesa do Legislativo e do retorno do nome de aeroporto Dois de Julho, de Salvador, apoiando projeto de lei nesse sentido em tramitação na Câmara dos deputados, de autoria do petista baiano Luiz Alberto.

Confira o discurso de Joaci Góes clicando AQUI.

Presidente Marcelo Nilo elogia trajetória de Joaci

Um baiano com trajetória de vida pública exemplar, admirada por várias gerações. O presidente Marcelo Nilo (PDT) definiu assim o empresário Joaci Góes, ao fazer o discurso de saudação, pouco antes da outorga da Comenda Dois de Julho. Gratificado por ter a honra de conceder a condecoração, o parlamentar confessou que aquele era um dos momentos mais felizes de sua vida pública. Ele rememorou fatos em sua carreira política que o emocionaram, a exemplo de sua eleição à presidência da AL e da interinidade na chefia do Poder Executivo. “Mas o dia de hoje entra na galeria desses momentos, pelas palavras do intelectual, do amigo, porque Joaci é reconhecidamente um dos melhores oradores dos estado”.

O presidente fez questão de ratificar a defesa de Joaci pelo retorno ao nome original do aeroporto de Salvador. “Mesmo sendo da oposição, na época, trabalhei para que a sede desta Casa recebesse o nome do saudoso deputado Luís Eduardo”, lembrou, contando que fez o mesmo quando da emancipação do município Luís Eduardo Magalhães. “Mas devolver ao aeroporto o nome de Dois de Julho seria também uma homenagem ao ex-deputado”, considerou. DIFICULDADES Joaci nasceu na zona rural de Ipirá, onde aprendeu as primeiras letras. “Era um menino muito ativo, travesso, que aprendeu as primeira letras com a professora Marisa, até que sua mãe, dona Mariana, resolveu que estava na hora de seguir para a capital para garantir um futuro melhor para os filhos”. Estudante do Severino Vieira e do Colégio Central, revelou “a vocação política e de palestrante ao travar embates dentro e fora das salas de aula”.
Formado em Direito, passou a trabalhar na construtora recém-fundada pelo pai, especializada em obras viárias. Enquanto isso, Joaci começava o namoro com dona Lídice, vizinha do Jardim Boa Vista, com quem casou em 1965 e gerou os filhos Joaci Filho e Alex. Seguiu para os Estados Unidos com a família para aperfeiçoar os estudos. “Na volta ao Brasil, conduziu com os irmãos uma arrancada empresarial impressionante”.

Em seu pronunciamento, Nilo revelou o progresso da atividade empresarial da família, que se diversificou, atuando em construção, incorporação, mineração, comunicação, eletricidade e educação. “Essa grande atividade empresarial deixou marcas na sociedade, economia e paisagem urbana de Salvador e outras capitais do Brasil”, avaliou.

“Mas a vocação humanista de Joaci se revela com a fundação João de Souza Góes, dedicada a capacitação profissional”, disse. Este lado o levou a carreira pública elegendo-se deputado federal em 1985. Teve atuação destacada, presidindo a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, e relatando o Código de Defesa do Consumidor, além de colaborar na elaboração da Constituição. “Era natural que, com tanta experiência acumulada, se tornasse palestrante e conferencista”. Nilo falou ainda sobre a produção literária de Joaci, homenageada publicamente pelo ex-presidente do STF, ministro Ayres Britto.

Fonte: ALBA

Aramis Ribeiro Costa permanece à frente da ALB no biênio 2013-2015

arb Em sessão ordinária, ocorrida no dia 6 de dezembro de 2012, o acadêmico Aramis Ribeiro Costa foi reeleito presidente da Academia de Letras da Bahia.

Aramis cumprirá seu mandato no biênio 2013-2015 com o apoio da diretoria composta pelo Vice-Presidente (João Eurico Matta), 1° Secretário (Evelina Hoisel), 2° Secretário (Gláucia Lemos), 1º Tesoureiro (Paulo Ormindo de Azevedo), 2° Tesoureiro (Luis Antônio Cajazeira Ramos), Diretor da Biblioteca (D. Emanuel D’Able do Amaral), Diretor do Arquivo (Joaci Góes), Diretor da Revista da ALB (Florisvaldo Mattos) e Diretor de Informática (Carlos Ribeiro).

O Conselho Editorial deste biênio é formado pelos acadêmicos Ruy Espinheira Filho, Myriam Fraga e Fernando da Rocha Peres. Fazem parte do Conselho de Contas e Patrimônio os acadêmicos Waldir Freitas Oliveira, Aleilton Fonseca e Paulo Costa Lima.

Barbara Coelho

Edivaldo Boaventura vai doar acervo pessoal com 5 mil livros para universidade

O educador Edivaldo Boaventura vai doar para a UNEB o acervo de sua biblioteca pessoal, que tem cerca de cinco mil livros.

A doação foi anunciada por Edivaldo durante visita ao reitor Lourisvaldo Valentim, na tarde de hoje (13), no Gabinete da Reitoria, Campus I, em Salvador (na foto home, com Lídia Boaventura).

Além dos livros, o educador irá ainda presentear a universidade com um quadro artístico, composto de um mosaico de azulejos, que tematiza a Independência do Brasil.

Edivaldo visitou a Reitoria para agradecer a Valentim e aos gestores da instituição por ter recebido o título de doutor honoris causa — mais importantes honraria acadêmica da UNEB — em solenidade ocorrida no último dia 4.

“Sinto-me muito honrado pela homenagem que a comunidade da UNEB me prestou com essa honraria. Eu sempre digo que não gratificar é punir pelo esquecimento, pelo silêncio. E vocês sabem como não punir, não esquecer”, pontuou o educador.

Diretor-geral do jornal A Tarde, escritor e membro da Academia de Letras da Bahia (ALB), Edivaldo Machado Boaventura foi idealizador, fundador e primeiro reitor da UNEB em 1983.

Biblioteca central reformada e ampliada

A cerimônia de doação do acervo de cerca de cinco mil livros do novo doutor honoris causa da UNEB deve acontecer no próximo mês de setembro.

Na ocasião serão entregues as obras de reforma e ampliação da Biblioteca Professor Edivaldo Machado Boaventura, que é também conhecida como biblioteca central, localizada no Campus I.

Durante a visita de Edivaldo, o reitor Valentim adiantou que a administração central da UNEB está estudando criar novas premiações e homenagens àqueles que contribuem e prestam relevantes serviços para a universidade.

“Nas comemorações dos 30 anos da UNEB — que iniciamos este mês com a outorga do título ao professor Edivaldo e vai se prolongar durante todo o ano de 2013 —, queremos confeccionar cerca de mil medalhas de mérito, para laurear pesquisadores, professores, funcionários, estudantes e parceiros da UNEB”, adiantou Valentim.

Também participaram do encontro com o educador a chefe de gabinete da Reitoria, Lídia Boaventura (filha de Edivaldo), os pró-reitores de Planejamento (Proplan), Luiz Paulo Neiva, e de Administração (Proad), Durval Uzêda, o diretor da Unidade de Desenvolvimento Organizacional (UDO), Benjamin Filho, os assessores especiais (Assesp) da Reitoria Zita Guimarães e Luiz Carlos dos Santos, a gerente de gestão de currículo acadêmico da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Dayse Lago, e o assessor de Comunicação (Ascom), Toni Vasconcelos.

Fonte: UNEB