Membro da Academia de Letras da Bahia lança livro de contos

O Palacete Góes Calmon da Academia de Letras da Bahia recebeu convidados nesta terça-feira, 02/08, que prestigiaram o lançamento de mais um livro do escritor Aramis Ribeiro Costa. Retorno em tarde sem sol reúne quinze contos curtos do ex-presidente do Academia, que já lançou mais de dez obras, entre romance, poesia, contos, literatura infantil e crítica literária.

Em seu pronunciamento, o confrade Joaci Goés enalteceu as qualidades do autor, que para ele “nasceu vocacionado” à arte da escrita. “Aramis Ribeiro é um dos melhores escritores brasileiros da atualidade e seu mais recente livro, certamente, acompanha este padrão que o eleva na admiração da vasta galeria dos seus leitores”.

Para o acadêmico Francisco Senna, as qualidades de Aramis extrapolam a produção literária. “Aramis é um grande escritor que traduz o sentimento da Bahia, com lirismo, poesia e de forma envolvente. Além de um ser humano elegante no trato e nas relações sociais, que dignifica nossa Academia, não só pela obra literária, como pela atuação administrativa na Casa”.

Ocupante da Cadeira nº12 da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa foi presidente da entidade por dois mandatos (2011-20015) e, este ano, pelos serviços prestados à Instituição, recebeu o título de membro benfeitor. Sobre os contos que integram Retorno em tarde sem sol, e são ambientados na cidade do Salvador, Aramis define como “pequenas aquarelas do cotidiano, carregadas, aqui e ali, nas tintas de algumas circunstâncias inusitadas”. O livro é mais uma publicação da editora baiana Kalango.

 

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Em recente livro, Edivaldo Boaventura aborda a viagem do conhecimento

Um encontro realizado na Academia de Letras da Bahia (ALB), no último dia 28 de julho, reuniu os acadêmicos em torno do mais recente livro do escritor Edvaldo Boaventura, Viagens a Caminho do Saber, que retrata os costumes e culturas de países visitados pelo educador, que é professor emérito da Universidade Federal da Bahia. Os comentários sobre a obra foram feitos pelas escritoras convidadas Bohumila Araújo e a italiana Antonella Rita Roscill, membro correspondente da Academia, além do próprio autor, que é ex-presidente da ALB e foi recentemente eleito para a Academia de Ciências de Lisboa.

Ler esse livro é acompanhar o autor, estar ao lado dele durante a viagem. É um verdadeiro aprendizado”, afirmou Antonella Roscill, destacando que a viagem, desde os séculos antigos, “revela o desejo do ser humano de abrir seus braços para o novo e, graças às trocas culturais, técnicas e comerciais, entre os povos distantes e diferentes, e também através de diásporas, que se chegou ao conhecimento e ao desenvolvimento da cultura”.

Em suas falas, as escritoras destacaram o caráter filosófico da viagem, a visão holística do escritor e seu compromisso em democratizar o conhecimento, por meio da escrita. Conforme o próprio Boaventura defendeu na apresentação da obra, o livro resulta de meio século de crônicas viageiras. “Através da viagem realizei e realizo a minha vocação para a educação”. Este é o quarto livro de Edivaldo Boaventura dedicado à temática das viagens. Os anteriores foram: A segunda casa, Porto de abrigo e Portugal, um denso país.

“São muitas as viagens possíveis a partir do olhar do viajante. É um tema fecundo e o próprio título do livro, arquetipicamente, traz o sentido da viagem, que é de conhecimento. Conhecer a si mesmo e ao outro. O saber é para ser compartilhado. Essa é a generosidade do escritor, como forma de se doar e se educar”, destacou a presidente da ALB, Evelina Hoisel. 

Além da presidente, participaram do encontro, aberto ao público, os imortais Roberto Santos, Aramis Ribeiro Costa, Paulo Ormindo, Aleiton Fonseca, Ordep Serra, Gerana Damulakis, Joaci Goes, Suzana Marcelino Cardoso, Luís Antonio Cajazeira Ramos, entre outros acadêmicos, além de amigos do autor, como Fernando Souza, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. “Trata-se de um livro que revela a densidade de conhecimento, a maturidade intelectual e o sentido das palavras cultura e educação”, elogiou Fernando Souza.

Livro dimensiona a história e o legado de Pedro Calmon

livroeb Pedro Calmon deve ganhar uma biografia dentro de dois anos, pelas mãos de Edivaldo M. Boaventura.

Antes, porém, o autor quer oferecer um aperitivo aos leitores. O momento é logo mais à noite, quando ele recebe convidados para o lançamento de Na Trilha de Pedro Calmon, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

“Este livro é uma tentativa de reunião de ensaios pontuais sobre Pedro Calmon”, apresenta Boaventura, que é professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), diretor-geral de A TARDE e membro da Academia de Letras da Bahia.

pedrocalmon

Com prefácio de Consuelo Pondé de Sena e apresentação de Luiz Vianna Neto, a coletânea enfileira 13 artigos que abordam a atuação do homenageado como político, professor, historiador e biógrafo.

Mas nada chama mais a atenção do autor do que a trajetória de Pedro Calmon como reitor da Universidade do Brasil, que mais tarde viria a ser rebatizada, ganhando o nome de Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nascido na cidade baiana de Amargosa, em 1902, Calmon morreu na capital carioca, em 1985.

“Merece destaque o seu relacionamento com os estudantes.

Ele foi reitor numa época de grande problemas, já que era a fase do getulismo. Mas conseguiu se manter por 18 anos justamente porque deixava as portas sempre abertas”, observa Edivaldo M. Boaventura.

Também não escapa ao autor a faceta bem humorada de Pedro Calmon.

Duas anedotas consideradas clássicas estão registradas no livro que tem lançamento hoje. Uma delas dá conta de uma resposta a alguém que lhe questionava se era baiano.

“Sim, sou baiano, modéstia à parte”, retrucou.

Em outra ocasião, diante da ameaça de invasão da polícia à Faculdade Nacional de Direito, que ele dirigia no Rio de Janeiro, teria saído outra máxima de bate pronto: “Aqui só se entra com vestibular”.

Contemporâneo Os leitores terão acesso, ainda, a documentos que testemunham a aproximação de Pedro Calmon com o desenho. São de seu próprio punho, por exemplo, os esboços do Parque Histórico de Castro Alves, criado graças a sua iniciativa, em 1971.

Edivaldo M. Boaventura

Vale lembrar que está contemplada também sua atuação como biógrafo do chamado Poeta dos Escravos.

Nas últimas partes do livro, uma sequência de fotos ilustra a trajetória do homenageado.

“Pedro Calmon é importante, em primeiro lugar, para a Bahia.

Pedro Calmon estudou grandes problemas históricos e econômicos, como a questão do cacau e a criação da UFBA”, reforça o autor, que defende a contemporaneidade de seu legado.

Fonte: A Tarde

Livro dimensiona a história e o legado de Pedro Calmon

livroeb Pedro Calmon deve ganhar uma biografia dentro de dois anos, pelas mãos de Edivaldo M. Boaventura.

Antes, porém, o autor quer oferecer um aperitivo aos leitores. O momento é logo mais à noite, quando ele recebe convidados para o lançamento de Na Trilha de Pedro Calmon, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

“Este livro é uma tentativa de reunião de ensaios pontuais sobre Pedro Calmon”, apresenta Boaventura, que é professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), diretor-geral de A TARDE e membro da Academia de Letras da Bahia.

pedrocalmon

Com prefácio de Consuelo Pondé de Sena e apresentação de Luiz Vianna Neto, a coletânea enfileira 13 artigos que abordam a atuação do homenageado como político, professor, historiador e biógrafo.

Mas nada chama mais a atenção do autor do que a trajetória de Pedro Calmon como reitor da Universidade do Brasil, que mais tarde viria a ser rebatizada, ganhando o nome de Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nascido na cidade baiana de Amargosa, em 1902, Calmon morreu na capital carioca, em 1985.

“Merece destaque o seu relacionamento com os estudantes.

Ele foi reitor numa época de grande problemas, já que era a fase do getulismo. Mas conseguiu se manter por 18 anos justamente porque deixava as portas sempre abertas”, observa Edivaldo M. Boaventura.

Também não escapa ao autor a faceta bem humorada de Pedro Calmon.

Duas anedotas consideradas clássicas estão registradas no livro que tem lançamento hoje. Uma delas dá conta de uma resposta a alguém que lhe questionava se era baiano.

“Sim, sou baiano, modéstia à parte”, retrucou.

Em outra ocasião, diante da ameaça de invasão da polícia à Faculdade Nacional de Direito, que ele dirigia no Rio de Janeiro, teria saído outra máxima de bate pronto: “Aqui só se entra com vestibular”.

Contemporâneo Os leitores terão acesso, ainda, a documentos que testemunham a aproximação de Pedro Calmon com o desenho. São de seu próprio punho, por exemplo, os esboços do Parque Histórico de Castro Alves, criado graças a sua iniciativa, em 1971.

Edivaldo M. Boaventura

Vale lembrar que está contemplada também sua atuação como biógrafo do chamado Poeta dos Escravos.

Nas últimas partes do livro, uma sequência de fotos ilustra a trajetória do homenageado.

“Pedro Calmon é importante, em primeiro lugar, para a Bahia.

Pedro Calmon estudou grandes problemas históricos e econômicos, como a questão do cacau e a criação da UFBA”, reforça o autor, que defende a contemporaneidade de seu legado.

Fonte: A Tarde